sexta-feira, julho 25, 2008

FORMA DE LEGALIZAÇÃO DE CONSTRUÇÕES CLANDESTINAS


Pois é!

Tudo é possível.

Uns pagam multas e a Câmara exige a demolição. Para outros a multa e uma declaração. Como é possível a dualidade de critérios?

Como se enquadra este tipo de legalização na Lei geral, no PDM e no Regulamento de licenciamento de edificações urbanas?

Bom.

O Sr Adelino Marmelo é membro da Assembleia de Freguesia do Paul, eleito pela lista do PSD ou de listas independentes promovidas e apoiadas pelo PSD, à largos anos e em diferentes mandatos.
Assim, com a sua larga experiência e conhecimentos obtidos, encontrou um meio de resolver o seu problema.
Ainda bem que o resolveu.

A casa agora legalizada situa-se em zona de Reserva Agrícola Nacional e em Zona de Cheia junto à ribeira da Erada, margem direita, no troço junto à EB do 2º e 3º Ciclos do Paul.

Esta forma de legalização será extensível a todo e qualquer cidadão?

É este o procedimento adoptado para todas as situações existentes no Concelho?

Se o procedimento é legal no caso em apreço, então, todo e qualquer cidadão em situação semelhante tem o direito de pedir o mesmo tratamento por parte da Câmara Municipal.


domingo, julho 06, 2008

PROPOSTAS DO PCP NA AR

http://videos.sapo.pt/F71ZFBBnV7nIO1EjmbBV

AS PROPOSTAS DO PCP PARA SE SAIR DA CRISE

http://videos.sapo.pt/fknoH4Des9YZneA4OUaA

JERÓNIMO DE SOUSA NO TORTOSENDO

Sábado, dia 12 de Julho, a partir das 14H e 30M

No Parque de Merendas do Tortosendo

Estão todos convidados a participar.

O Secretário Geral do PCP, camarada Jerónimo de Sousa, estará no Tortosendo no Sábado 12 de Julho. Vem ao Tortosendo para participar numa Festa Popular que decorrerá a partir das 14,30 horas no Parque das Merendas, que nestas tardes quentes de Verão se torna um local bem fresco e aprazível, excelente para uns momentos de descanso e convívio, de música, debate e intervenção.
Para o PCP este é um momento de homenagear esta terra de operários e trabalhadores, de gerações de criadores da riqueza serrana e do país, de enaltecer este baluarte da resistência ao fascismo, terra de tantas lutas e lutadores pela Liberdade, a Democracia, a Paz e o Progresso Social. Esta iniciativa é também um sentido tributo ao património de história e intervenção democrática do Tortosendo, e para o PCP é também um momento de confiança no futuro, um futuro digno para a juventude e um novo rumo para o nosso país.
Nesta Festa Popular acontecerão momentos de convívio, jogos e música popular e um piquenicão – em que quem assim o entender pode comparticipar com o seu farnel.
Às 17,30 horas o Secreatário Geral do PCP intervirá para os presentes.
Para o povo do Tortosendo é uma oportunidade de conhecer de perto o Secretário Geral do PCP, de trocar opiniões e ouvir a palavra dos comunistas num momento tão difícil para os trabalhadores e suas famílias, os pequenos e médios empresários, os jovens e os reformados e pensionistas, profundamente atacados e ofendidos pelas políticas de direita prosseguidas por sucessivos governos e agora agravadas por este Governo PS/Sócrates.
Uma política que conduziu a esta desgraçada situação económica e ao aprofundamento da regressão social – temos hoje um país mais atrasado e dependente do estrangeiro, com o desemprego e a precariedade sempre em crescimento e com a redução brutal de direitos sociais e dos trabalhadores, com este desbragado aumento dos combustíveis, do custo de vida e dos juros dos empréstimos para a habitação, com esta exploração sem vergonha dos trabalhadores, a falência da nossa agricultura e da produção nacional e a desertificação do interior e com esta escandalosa concentração de lucros e riqueza.

Este é o momento de estar, com o PCP, na luta e na Festa!Todos ao Parque de Merendas do Tortosendo, sábado 12 de Julho, 14h30!

sábado, junho 28, 2008

Assembleia de Freguesia de 27 de Junho de 2008

Pois é!

Fui convocado para mais uma Assembleia de Freguesia que não tinha qualquer assunto agendado.

Como é possível convocar alguém para apreciar, reflectir, discutir......NADA?

Como tinha sido convocado, lá estive presente.

Contudo, umas horas antes, procurei fazer o "trabalho de casa".

Visitei alguns locais.

Fui à ribeira, ao cemitério,à avenida ver as passadeiras, à Eira ver se a antena da TMN tinha sido colocada e fui à Fontinha/Sumagral verificar a situação de um troço de casas sem rede de saneamento básico. Passei, ainda, pelo Mercado.

Nesta viagem pelo Paul verifiquei que tudo estava na mesma.

Nada se modificou.

Na Ribeira nada se fez nos últimos 9 anos (nove anos!!!) que fosse um acrescento ao esforço e dinâmica dos anos noventa. Nada se acrescentou na Árvore Bonita, na Fonte do Concelho, na Piscina Natural, na Pinha, na "Praia da Mosca"/Ourondinho. A gestão PSD da Junta de Freguesia gastou milhares de Euros no passadiço da ponte e numa pseudo - praia na Pinha que tiveram que desactivar. Quem pagou tais asneiras? Quem irá pagar a remoção dos ferros do passadiço?

Asneira atrás de asneira!

A promessa (registada em programa eleitoral) de grande investimento na Ribeira foi esquecida. Em três anos, de um mandato de quatro, nada se fez.

No cemitério não se avançou com qualquer obra. E só existe espaço para 26 sepulturas novas. O que é preocupante, levando em conta que existem, em média 20 a 25 enterramentos por ano.
O Executivo gerido e da responsabilidade do PSD teve três anos para arrancar com as obras.

Em três anos nada se fez.

A obra, que é necessária e urgente, não se iniciou.

No Mercado, apesar da importância do espaço, o Executivo é incapaz de encontrar solução para possibilitar a adequada utilização pelas crianças e o seu usufruto pela população.

Tive a oportunidade, ao longo da ordem de trabalhos (sem qualquer assunto agendado) de colocar questões relacionadas com a infiltração de águas em uma habitação e um buraco na Rua da Eira, a falta de rede de saneamento num troço de casas do Sumagral, a necessidade de se renovar a pintura das passadeiras de peões na Av. Pe José Santiago e a importância de se encontrar uma solução para o regadio do Concelho (que continua a causar problemas vários aos seus utentes), para a levada das Lages e outras onde sería importante uma intervenção dinamizadora da Junta de Freguesia para a execução de obras de beneficiação.

Quanto à localização da antena da TMN defendi que se deve conversar com a população residente mais próxima da sua localização e demonstrar aos mesmos que não existem quaisquer perigos. Contudo, desconhecendo-se, ainda, estudos científicos e médicos, dos eventuais efeitos, defendi que se devería aplicar o princípio da precaução, ou seja, afastar quanto possível a antena da área habitacional já que não trás prejuízos (ao nível da renda) para a Junta de Freguesia.

O Executivo e a sua Presidente foram desculpando-se atirando, sempre para terceiros, a responsabilidade que não é nem são capazes de assumir.

Da parte do PS. Dos três eleitos esteve, sómente, um presente. Entrou mudo e saíu calado quanto ao levantamento de qualquer assunto. Intervindo tão só, de forma desordenada, e sempre como se fosse membro da maioria. É pena verificar o desperdício de votos (mais de trezentos) obtidos pela lista do PS. Os seus eleitos poderíam e deveríam fazer mais e melhor na Assembleia de Freguesia honrando a confiança do voto daquelas centenas de eleitores.

Da parte da maioria dos eleitos do PSD verifica-se que continuam a ter uma atitude seguidista e acrítica da actividade do Executivo. O que não é de admirar. Afinal de contas todos eles são responsáveis por uma Junta de Freguesia que não tem ideias, nem dinâmica, nem dedicação e trabalho para a resolução dos problemas das pessoas e da freguesia.

Saí desta Assembleia convicto de que, com este Executivo e com estes eleitos do PSD e do PS, o Paul não irá retomar o seu caminho para o desenvolvimento que todos nós queremos.

É preciso retomar a dinâmica dos anos noventa, com a gestão CDU.

quinta-feira, junho 26, 2008

quarta-feira, junho 25, 2008

MUDANÇA. É PRECISO

MUDANÇA DE RUMO NA POLÍTICA EDUCATIVA

A CGTP-IN convida os cidadãos e instituições a subscreverem o Manifesto em Defesa da Escola PúblicaA CGTP-IN convida todas as instituições e cidadãos individualmente a serem subscritores do Manifesto em Defesa da Escola Pública, de forma a serem respeitados os preceitos constitucionais, a Lei de Bases do Sistema Educativo e que o Estado mobilize os recursos necessários para que se promova a Escola Pública com qualidade.
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terça-feira, junho 10, 2008

COLÉGIO INTERNACIONAL NA COVILHÃ.

COLÉGIO INTERNACIONAL?

NA COVILHÃ?

MAIS UMA NEGOCIATA DA CÂMARA MUNICIPAL E DO SEU PRESIDENTE

O conteúdo deste artigo corresponde, no fundamental, à minha intervenção na Sessão da Assembleia Municipal de 18 de Maio de 2007, com algumas actualizações e correcções de permenor e tem como principal motivação o facto da Câmara e a GPS terem agendado a apresentação do colégio no próximo dia 13 de Junho, Sexta - Feira.

Que fique claro que não sou contra os colégios privados.

Discordo, isso sim, que os mesmos sejam construídos à custa do património público e que possam beneficiar de verbas públicas quando existem, na área da sua implantação, estabelecimentos públicos com qualidade e capacidade de resposta à população escolar existente.

A EPABI aparece neste "negócio" como sendo a causa e o instrumento fundamental de toda a negociata.

Mas vamos aos factos.

Nos anos noventa, do século passado, criou-se no Concelho da Covilhã uma Escola Profissional que teve como parceiros fundadores a Câmara Municipal da Covilhã e o Conservatório Regional de Música.

Os estatutos de fundação daquela Escola Profissional, obrigavam a Autarquia – Câmara Municipal e aquela Instituição de carácter associativo, a comparticiparem nas despesas relativas ao seu funcionamento em 30% a dividir pelas duas.

É evidente que o Conservatório estava nesta parceria com o peso da sua imagem pública, o seu saber, experiência e recursos técnicos. Porque dinheiro disponível, raramente tem, como qualquer colectividade que presta um serviço público e que nem sempre é apoiada como merece.

O financiamento era e é obtido, no essencial, através da comparticipação comunitária e Ministério da Educação, via Direcção Regional de Educação do Centro.

Assim se criou a Escola Profissional de Artes da Beira Interior.

Com uma Direcção nomeada pela Câmara Municipal, e nem sempre acordada com o Conservatório Regional de Música, lá foi funcionando lançando cursos profissionais de música dando certificação profissional e escolar aos alunos que a frequentaram e frequentam.A par dos cursos profissionais também se organizaram quartetos e orquestras, dando visibilidade à Escola e à Cidade, em vários palcos e cidades.

Porém, os fundadores da Escola, rapidamente se esqueceram dos 30%, deixando para as diferentes Direcções da EPABI, a difícil tarefa de gestão de uma Escola com financiamento próximo dos 100% , mas, onde nem todas as despesas são elegíveis.

Imagino a criatividade e o esforço necessário dos Directores para assegurarem o funcionamento da Escola, o pagamento dos seus compromissos com os recursos humanos, a aquisição de instrumentos e as despesas inerentes a espectáculos e à promoção da Escola.

O esforço, é evidente, sempre era compensado com uns míseros 1.250 Euros por mês .

É importante referir, nesta pequena história, que enquanto vereador, em exercício de 1997 a 2001, nunca tive conhecimento de tais pagamentos.Pensava eu que os Directores propostos pelo Sr Presidente da Câmara Municipal, exerciam as suas funções, como em qualquer colectividade, sem qualquer vencimento. Sublinhe-se, também, que as contas da EPABI, como outras que por aí andam, não são apreciadas pela Câmara nem pela Assembleia Municipal, apesar de o Município se constituir como o principal dinamizador e investidor.

Assim, era previsível que, sem os 30% mensais, a viver com o financiamento comunitário e do ME, e com a necessidade de pagamento prévio da facturação, incluindo os salários dos directores, as diferentes Direcções da EPABI, foram contraindo empréstimos à banca pagando, como é óbvio, os juros que, por azar, não eram comparticipados.

E assim se foi vivendo, até se acumular uma dívida de mais de 500.000 Euros, que se reduziu para cerca de 400.000 Euros.A situação da EPABI era esta nos últimos tempos, agravando-se a mesma com a inexistência de instalações e com a indicação da Direcção Regional de Educação de que se a EPABI não encontrasse instalações condignas deixaria de financiar a Escola.

O Sr Presidente da Câmara Municipal face à grave situação financeira provocada pelo incumprimento das obrigações da Câmara Municipal, e pela gestão dos seus nomeados, também aqui na versão covilhanense dos boys, DECIDIU VENDER A EPABI.

VENDER foi a solução encontrada para esconder a fuga a responsabilidades assumidas e a incompetência na gestão de uma Escola Profissional financiada pelo Ministério da Educação e por Fundos Comunitários.

Encontrou um parceiro, a Sociedade Comercial GPS – Gestão de Participações Sociais, representada pelo Senhor António Calvete, antigo deputado do PS e do PSD e gestor de uma dezena de colégios privados na Região Centro.

Aliança estratégica. SIM. Mas sem qualquer interesse para o Concelho. Mas, com alguém com elevada experiência no sector e com acesso fácil aos corredores do poder instalado.Um achado.

Mais uma acção inédita no Concelho da Covilhã.Mais uma descoberta, só igualável com a descoberta da pólvora ou do ovo de Colombo.Tinha que ser uma coisa de estalo.E assim nasceu a ideia, a intenção da instalação de um Colégio Internacional.

Deu primeira página nos jornais regionais e noticia nos nacionais.

No contrato promessa assinado pela GPS e CMC em 13 de Dezembro de 2006, afirma-se que a GPS tem por objectivos, entre outros; o de criar o Colégio Internacional, fortalecer e dinamizar o estudo da Música, criar um estabelecimento de ensino para alunos dos 3 aos 18 anos (do pré – escolar ao 12º ano).

Afirma-se, ainda, que, praticamente, não existe oferta de ensino em termos privados, o que é caricato, pois, temos o Conservatório Regional de Música que tem o pré-escolar e o 1º Ciclo e o Externato do Tortosendo que possui do 2º Ciclo ao 12ºAno.

A Câmara afirma que tem um terreno, em leasing, que vai adquirir à BPI-Leasing (não indica os custos do mesmo), do qual irá destacar 15.000 m2, que promete ceder à GPS, pagando esta o passivo de 400.000,00 Euros.

Este valor corresponde ao passivo da EPABI encontrando-se prevista a integração desta Escola no tal Colégio.

A Câmara ainda se compromete a isentar o tal Colégio de taxas e licenças urbanísticas (que não são quantificadas no protocolo) e o acordo nem sequer necessita de reconhecimento notarial das assinaturas porque os outorgantes são de inteira confiança mútua.

Estamos perante a venda da EPABI por 400.000 Euros.

Contudo a Câmara Municipal dá um terreno, que irá pagar à BPI-Leasing (300 a 400 mil Euros, pelos 15.000 m2), localizado em zona com infra estruturas desportivas e sociais, inviabilizando a construção da piscina prevista no projecto do Parque Desportivo (mais uma promessa que vai para canto).

A Câmara dá um terreno com um valor nunca inferior a 1. 725.000 Euros (€115X15.000m2) e isenção de taxas nunca inferiores 150.000 Euros, totalizando um valor próximo dos 2.500.000 (dois milhões e quinhentos mil Euros), ou seja, 500.000 contos, na moeda antiga.

Concluiu-se, assim, que para se pagar um passivo de 80.000 contos se oferecem, de mão beijada, 500.000 contos.

É obra. É ser amigo. E é inédito no Concelho da Covilhã.

ISTO SÓ PODE TER UM NOME.

SE O INTERESSE PÚBLICO NÃO É VISÍVEL NEM DEMONSTRÁVEL!

QUE NOME PODERÁ TER?

Só poderá ser negociata!

Por outro lado, será que esse tal colégio particular é necessário à Covilhã?

Se a Câmara Municipal da Covilhã cumprir com o seu dever de construção da Escola do 1º Ciclo na Urbanização da Quinta das Palmeiras, como se encontra definido no Plano de Pormenor.

Se a Câmara Municipal cumprir com a construção do Jardim de Infância da Quinta da Alâmpada e da Escola do 1º Ciclo também ali prevista, junto à urbanização da passagem de nível.

Se a Câmara Municipal cumprir com o aumento do número de salas do 1º Ciclo na freguesia do Canhoso.

Se as Escolas públicas da Covilhã, do 2º, 3º Ciclo e Secundárias dão resposta à população escolar existente.Se o Conservatório Regional de Música continua a funcionar e o Externato do Tortosendo está a perder alunos.

Se a Câmara Municipal cumprir com a construção do Centro de Artes (para o qual já temos Rua com nome) para a instalação da EPABI.Se a Câmara Municipal cumprir com os seus compromissos enquanto sócia fundadora da EPABI.

Para que necessitamos deste negócio e de um Colégio, dito Internacional?

segunda-feira, junho 02, 2008

POIS, A DÍVIDA...

O Jornal "O Interior" noticiava na sua edição de 22 de Maio

Aguiar da Beira é o município que mais depressa liquida dívidas junto dos fornecedores

Câmara da Covilhã demora mais a pagar

A Câmara da Covilhã é, no contexto da Beira Interior, aquela que, em média, demora mais tempo a pagar aos fornecedores.

Segundo a lista elaborada pela Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), relativa ao quarto trimestre de 2007, a autarquia demora mais de um ano (382 dias) a proceder aos pagamentos, o que a coloca em 12º lugar na lista nacional, publicada a 30 de Abril.

Além da Covilhã, estão acima da média nacional (ponderada em 136 dias) os municípios de Vila de Rei (195 dias) e Belmonte (169 dias), no que se refere ao distrito de Castelo Branco.
No distrito da Guarda, a lista é liderada por Fornos de Algodres (320 dias), seguindo-se Trancoso (305) e Seia (171). No extremo oposto, Castelo Branco e Aguiar da Beira são as Câmaras que liquidam as facturas mais rápido, fazendo-o a 15 e sete dias, respectivamente. Nesta lista das menos demoradas a pagar figuram ainda Pinhel (29 dias), Sabugal (30), Gouveia (40), Vila Nova de Foz Côa (42), Figueira de Castelo Rodrigo (56), Manteigas (82), Guarda (97) e Mêda (113). No topo da tabela nacional está Oliveira de Azeméis, com um prazo médio de pagamento de 671 dias. Contudo, na lista elaborada pela DGAL não são referidos 11 municípios, cuja informação ainda está sujeita a confirmação, e outros 32 com informação em falta (caso do Fundão).

O apuramento dos números foi feito no âmbito do programa "Pagar a Tempo e Horas" lançado recentemente pelo Ministério das Finanças.

VALE A PENA LER

e.... vale a pena ler, apesar de não ser para mim desconhecido e porque os eleitos do PCP o têm afirmado na Assembleia Municipal da Covilhã

É preciso mudar este modelo de gestão, ruinosa, que compromete o futuro das novas gerações.

É obra, Covilhã!

A VENDA DA ÁGUA AINDA NÃO ESTÁ CONCLUÍDA

É PRECISO CONTINUAR A ACREDITAR QUE É POSSÍVEL TRAVAR A NEGOCIATA (leia-se negócio ruinoso)


VENDA DE 49 POR CENTO DA EMPRESA MUNICIPAL DE ÁGUAS "Venda da água serve para encaixar dinheiro" Depois da providência cautelar interposta pela CDU, foi aprovada a declaração de interesse público na operação de venda

A Assembleia Municipal da Covilhã aprovou na sessão realizada sexta-feira a declaração de interesse público, no que respeita à venda de 49 por cento da empresa municipal de águas à AGS/Hidurbe, do grupo Somague.

A proposta foi aprovada pela maioria social democrata que integra este órgão autár-quico, enquanto toda a Oposição (PS, CDU e BE) votou contra.

Com a aprovação da declaração de utilidade pública o objectivo é justificar a venda de 49 por cento da empresa municipal de águas, aprovada no passado dia 4 de Abril, uma vez que depois disso o deputado municipal Jorge Fael, da CDU, interpôs uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco, com a finalidade de impedir a concretização do negócio. Na Assembleia não faltaram criticas da Oposição, nomeadamente da parte de Jorge Fael, ao afirmar que "o que tem grave prejuízo para o interesse público é privatizar a água, não é a providência cautelar", como noticia a agência Lusa.

Jorge Fael, citado pela Lusa, adiantou ainda que "trata-se de impor um negócio ilegítimo do ponto de vista democrático", uma vez que este não estava incluído no programa eleitoral, "depois de tudo se ter feito para impedir um debate público alargado e sério". Para Jorge Fael os social democratas delapidaram o que foi pago por gerações de covilhanenses, com mo objectivo de encaixar dinheiro para pagar dívidas pelas quais são os únicos responsáveis".

NA RCB TAMBÉM FOI NOTÍCIA

APESAR DE CONFUNDIREM DIRIGENTES DO PCP COM A CDU

FOI O PCP QUE COLOCOU OS CARTAZES E NÃO A CDU

A CDU É UMA COLIGAÇÃO ELEITORAL ENTRE O PCP E O PEV

DIRIGENTES DA CDU ABSOLVIDOS

O tribunal da Covilhã decidiu ilibar António Cardoso, Carlos Gil, Marco Gabriel, Jorge Fael e Vítor Reis Silva dos crimes de difamação e injúria contra a câmara municipal e o seu presidente.

Em causa a colocação da palavra “negociata” em cartazes a afixados pela CDU em vários locais da Covilhã, manifestando oposição à proposta do executivo em alienar 49% do capital social da empresa “Águas da Covilhã.”

Na leitura do acórdão o tribunal, considera que não ficaram provadas, tais ofensas, uma vez que o termo é utilizado em linguagem política e considerou ainda improcedente o pedido de indemnização cível, na ordem dos 30 mil euros.

Jorge Fael, dirigente da coligação Democrática Unitária considera que esta sentença “é uma derrota do autoritarismo da câmara municipal.” O dirigente garante que este tipo de procedimentos não intimidam a CDU, que vai continuar a lutar para evitar a concretização da venda de 49% do capital social da empresa “Águas da Covilhã.”

domingo, junho 01, 2008

A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA LUTA POLITICA AINDA É RECONHECIDA

PCP absolvido no caso dos cartazes

Os cinco elementos da Comissão Concelhia do PCP da Covilhã acusados do crime de difamação e injúria alegadamente praticados contra a Câmara da Covilhã foram, terça-feira, absolvidos pelo Tribunal Judicial daquela cidade. Os arguidos foram ainda ilibados do pagamento das indemnizações solicitadas pelo Município, presidente e vereadores do PSD.

É desta forma que o JF digital refere, em síntese, a decisão do tribunal.

Ficou provado que a utilização da palavra "NEGOCIATA", a propósito da venda dos 49% do capital da AdC (Águas da Covilhã), nada tem de ofensivo, em termos pessoais, no contexto da luta politica e da intervenção no exercício da cidadania.

Ficou evidente que a palavra NEGOCIATA foi usada para denunciar um negócio ruinoso para o Concelho da Covilhã e não para ofender este ou aquele eleito municipal, como pretendiam os eleitos do PSD.

Esta negociata à volta da água pública é só mais uma entre outras que por aí andam.

Em devido tempo voltarei a outras negociatas, ou seja, a negócios ruinosos para o Concelho da Covilhã e para a sua população.

sábado, maio 24, 2008

segunda-feira, maio 19, 2008

Educação, juventude e movimento associativo

ENCONTRO CDU – BOIDOBRA

17 DE MAIO DE 2008

Caros camaradas

Caros amigos

Falar de Educação e Juventude é falar do futuro da nossa região e do nosso distrito.

Abordar o movimento associativo e o desporto é, no essencial, verificar o estado dos meios estratégicos facilitadores do crescimento harmonioso dos jovens, e da elevação e manutenção da saúde das populações.

Falo, como é evidente para nós, do desporto para todos.

Muito se tem falado da educação e dos seus profissionais, docentes e não docentes, dos alunos e pais e encarregados de educação.

A escola não é uma ilha isolada do resto da sociedade.

Nela se reflectem as contradições sociais, as dificuldades sócio – económicas e culturais das famílias.

A escola é notícia nem sempre pelas melhores razões.

Pela actuação do actual governo e discurso dos seus responsáveis verifica-se que a tese dominante é a de que a causa do nosso atraso estrutural está centrada na escola.

Para eles não existe qualquer ligação entre as opções económicas, o estado da economia, a politica salarial, o desemprego, a miséria, a fome e o insucesso e o abandono escolar.

As taxas de insucesso e de abandono escolar são hoje reduzidas à custa de mecanismos facilitadores por via legislativa e pelo encaminhamento precoce dos jovens para percursos curriculares alternativos, para cursos de educação – formação de dupla certificação e para cursos tecnológicos que lançam no mercado mão de obra barata que, mesmo assim, a nossa economia em crise não consegue absorver.

O Governo do PS, através de diversos diplomas, tem destruído muitas das conquistas dos trabalhadores ligados à educação.

Em vez da estabilidade profissional promoveu a contratação e transformou os efectivos em contratados, abriu as portas aos privados e, com a publicação do Decreto – Lei 75/2008, de 22 de Abril, quer acabar com a gestão democrática e impor a figura do Director com amplos poderes.

A par deste novo figurino jurídico pretende ainda entregar às Câmaras Municipais as instalações das escolas básicas do 2º e 3º ciclos e o pessoal não docente.

Mas o que fazem as Câmaras Municipais?

Investem de forma séria no ensino público?

Vejamos:

Quando aceitaram a promoção das Actividades de Enriquecimento Curricular não desenvolveram os seus serviços municipais de educação, limitando-se, em variadíssimos caso, a entregar aos privados o desenvolvimento das actividades.

Quer seja por organização própria ou por concessão, as actividades desenvolvem-se, no caso da actividade física e motora, sem espaços e equipamentos adequados.

A Educação nas nossas autarquias é vista como o meio de obtenção de financiamentos da administração central. Tendo-se, por exemplo, no caso da Covilhã, uma taxa de execução orçamental, na área da despesa, de 12,25%, e o peso no conjunto das contas de gerência uma taxa de 2,04%. Em valores absolutos verifica-se que de 2.832.500 € orçamentados, a Câmara Municipal gastou uns simples 346.976 €.

Na maioria dos casos ainda se mantêm os edifícios do plano dos centenários, edifícios dos anos 40, que não respondem às necessidades e às potencialidades existentes na área da educação.

Melhores e modernos edifícios, com espaços e áreas específicas, equipados com mobiliário adequado e com recursos educativos, são necessários na nossa região para uma educação de qualidade para todos.

É este o caminho percorrido pelas nossas Câmaras Municipais?

Não, camaradas e amigos,

O que se verifica é o apoio descarado a projectos privados

É evidente que não somos contra a escola privada.

Somos sim, contra o seu financiamento quando a escola pública dá resposta às necessidades das populações.

Por esse facto discordamos do apoio extraordinário dado pela Câmara da Covilhã a um GPS, que tem outros colégios no Distrito, para a construção do dito colégio internacional. A Câmara entregou 17 mil metros quadrados, com o valor comercial de 1. 700.000 Euros, a troco do pagamento de uma dívida da EPABI de 400.000 Euros.

E, ainda, com a isenção de taxas de construção.

A Câmara Municipal vendeu a EPABI e entregou aquele terreno por 400.000 Euros.

Para apoiar o privado lesou o município em mais de um milhão de euros.

Contudo, para a escola pública, não tem nem paga transportes para o desenvolvimento de actividades de complemento curricular ou para a concretização das provas de aferição que ontem tiveram lugar.


Estamos perante autarquias que optaram por encher os bolsos de meia dúzia de senhores da construção, do grande comércio, do turismo, do ambiente, dos recursos naturais e da escola privada utilizando para o efeito isenções e milhões de euros que deveriam ser colocados ao serviço do bem público.

Estamos num distrito com autarcas que em vez da gestão do património e da coisa pública utilizam o poder para alienar e entregar a baixo preço o património das populações e dos serviços municipais ao sector privado.

A par de uma politica desastrosa na área da educação assiste-se a uma ausência completa de uma politica para a juventude e para a sua inserção nas diferentes comunidades enquanto agentes activos e actores de uma transformação social e económica que se deseja.

A juventude em idade escolar não tem qualquer apoio das Câmaras para além das competências delegadas pelo Ministério de Educação ao nível dos transportes escolares, alimentação, actividades de enriquecimento curricular e acção social escolar, aplicando os escalões mais elevados, nomeadamente ao nível da componente de apoio à família.

As colectividades, o movimento associativo vive, nuns casos em completa dependência, em outros casos sem qualquer apoio. Não existem critérios, claros, transparentes e objectivos de atribuição dos apoios. Tudo se passa de acordo com a proximidade e a influência politica.

As colectividades necessitam essencialmente de apoio no enquadramento técnico para o desenvolvimento das actividades junto dos jovens.

Face a esta realidade e à perspectiva de que quem quer desporto, paga, assiste-se à implementação de taxas pelas Câmaras Municipais na utilização dos equipamentos desportivos pelos jovens e à cobrança, por parte de algumas colectividades, de valores já significativos, aos pais dos jovens.

A taxa discrimina e afasta da actividade desportiva dezenas de jovens, por razões financeiras.

Infelizmente, no Distrito, não existe uma Câmara Municipal que tenha Serviços Municipais de Educação, Desportivos, de Juventude e de apoio ao movimento associativo, com uma estrutura técnica, o que é demonstrativo da fraca importância que os autarcas atribuem àqueles sectores.

O nosso compromisso com as populações passa pelo apoio incondicional à educação, à escola pública, às colectividades e à Juventude.

É imperioso, em nome do desenvolvimento da nossa região, uma ruptura com as politicas e opções vigentes.

E a ruptura só é possível com o reforço da CDU e uma presença efectiva nos órgãos das autarquias do distrito.

Viva a CDU

Vitor Manuel Reis Silva

domingo, maio 04, 2008

Assembleia de Freguesia de 30 de Abril de 2008

Nesta Assembleia, logo no início, tivemos a intervenção de dois tipos de público.
Um dos casos realçou o facto de se sentir discriminada pela instalação de candeeiros de iluminação pública e da ausência de pavimentação até à sua habitação que se encontra a cerca de 50 metros da massa asfáltica pretendida. Comprometeu-se o Executivo a resolver a situação que já tem antecedentes.

A outra intervenção teve como assunto a questão, sempre problemática, da colocação de uma antena de Telecomunicações, da TMN, num local próximo de habitações, junto aos depósitos de água que abastecem a população. Argumentavam as Paulenses (porque de mulheres se tratou) que, eventualmente, poderíam existir prejuízos para a saúde, ao nível radioactivo, num futuro próximo.

Verdade ou não, a preocupação é razoável face à existência de estudos neurológicos e fisiológicos que indiciam, que a longo prazo, o ser humano sugeito a tais radiações tem uma probabilidade significativa de sofrer alterações ao nível genético e ao nível do comportamento celular.

Esta é uma das situações onde, em caso de dúvidas, se deverá aplicar a regra da precaução pública.

Vale mais prevenir do que remediar.

Eu, enquanto eleito do PCP, fui sensível à questão colocada. Se por um lado é necessário melhorar a rede da TMN, enquanto serviço à população, é também legitimo proteger e prevenir eventuais prejuízos inerentes à sua existência no local.

Em caso de dúvida, e não existindo prejuízos para a freguesia e para o arrendatário do terreno (a Junta, porque existe espaço suficiente para a colocação da antena 100 a 200 metros das habitações) defendi a redefinição da sua localização.

Espero que o bom senso impere e que seja possível deixar em paz e em descanso os residentes da Eira.

Estas foram as questões, a substância da intervenção do público.

Quanto à forma.

Mais uma vez se verificou que o ponto da intervenção do público, antes da ordem do dia, possibilita que o cidadão coloque as questões que deseja, que seja o primeiro a ser ouvido, contudo, não fica para ouvir e assistir ao resto da ordem de trabalhos e avaliar, o trabalho que é realizado pelos eleitos e a discussão sobre aquilo que, também, os deve preocupar. É afastar, pelo facilitismo, as pessoas da sua presença na Assembleia de Freguesia.

Existem os que querem exercer o seu direito de cidadania e estão presentes até ao final da sessão.

Contudo, existem aqueles, que de cidadania têm tão só a perspectiva da resolução dos seus problemas pessoais mesmo que tenham uma abrangência pública.

Aparecem numa sessão e raramente voltam.

A Assembleia, numa falsa ideia de serviço público, estimula o individualismo quando permite que se tratem em primeiro lugar as questões que motivam o cidadão a deslocar-se à sessão do órgão e facilita a sua saída sem aproveitar a oportunidade de os envolver no funcionamento da autarquia e de partilharem, enquanto público, nos problemas da nossa terra.

Numa perspectiva de facilitação afasta-se o cidadão das questões fundamentais da gestão autárquica. Será uma estratégia deliberada de afastamento do cidadão da "coisa pública", ou seja, da gestão da sua terra?

O tempo de intervenção do público deverá manter-se, de acordo com a Lei, mas sempre na parte final da Ordem de Trabalhos.

É tempo de se rever este procedimento.

No que toca à forma de recepção dos cidadãos é necessário aprender a ouvir. A atitude, algo agressiva, do Presidente da Mesa, não ajudou as pessoas.

Queixam-se os autarcas da maioria que as pessoas não comparecem, contudo, quando aparecem remetem-nos para o Executivo, sem emissão de qualquer opinião do órgão máximo da freguesia, a Assembleia.

Ainda no inicio da sessão apresentei três votos:

- Um voto de pesar pelo falecimento do Sr. Augusto Lopes Teixeira, democrata, antifascista e primeiro Presidente da Câmara Municipal da Covilhã após o 25 de Abril. Foi aprovado por unanimidade.

- Um voto de louvor à Associação "O Paul Cultural Desportivo" pela organização das comemorações do 25 de Abril e 1º de Maio no Paul. Aprovado por unanimidade.

- Um voto de protesto pelo facto da Junta de Freguesia não ter tido, por iniciativa própria, uma única acção/um único gesto de comemoração do 25 de Abril. Só eu votei a favor do protesto. Só um elemento do PS se absteve. Os restantes membros da Assembleia (incluindo 1 do PS) votaram contra o protesto.

Quanto à questão grossa da Ordem de Trabalhos - Apreciação e votação do Relatório de Actividades e Contas de Gerência.

Por mim, eleito do PCP, o Relatório e as respectivas Contas de Gerência têm uma avaliação negativa. As percentagens no controlo orçamental foram 30,51% na receita e 30,42% na despesa.

Quanto à execução anual das Grandes Opções do Plano o nível de execução é de 14,27%.

A execução anual do Plano Plurianual de Investimentos é de 13,13%.

A execução anual das actividades mais relevantes é de 18,77%.

Das 23 acções previstas em despesas de capital (obras/investimentos) - 17 têm uma execução de 0% e 4 têm uma execução inferior a 10% o que significa que 91% do previsto pouco ou nada se fez.

Nas Grandes acções do Plano verifica-se que das 47 acções previstas, 29 - 61% - se encontravam no grau de execução de 0%.

No Plano plurianual de investimentos estavam previstas 15 acções. Destas, 13 apresentavam um grau de execução de 0% - 86,6%.

Das 31 acções consideradas mais relevantes - 16 apresentavam-se a 0% de execução - 51,6%.

Afinal de contas o que fez a Junta de Freguesia durante o ano de 2007?

1 -Pagou despesas de funcionamento (pessoal, serviço administrativo, material corrente, equipamento,etc).

2 -Atribuíu alguns subsídios a colectividades e "colou-se" à dinâmica dos dirigentes associativos

3 - Financiou a festa de natal

4 - Organizou o arraial das festas da Vila

5 - Pagou parte do investimento no campo de futebol e foi intermediária da Câmara no pagamento aos empreiteiros (fugindo a Câmara, desta forma, ao procedimento concursal) na remodelação da escola do 1º Ciclo, efectuada em 2006.

Nas contas até se consegue somar e adicionar ao saldo o que ainda não se recebeu, entrando o que não se recebeu nas somas e subtracções inerentes a um processo de contas.

Enfim, matéria a rever.

A análise que aqui é feita não tem por base (quanto aos números) qualquer contabilidade própria, eles encontram-se nos documentos apresentados.

A função de um eleito na Assembleia de Freguesia, enquanto órgão de função política, é fazer a leitura dos números e interpretá-los, correlacionando-os/transportando-os para a actividade do executivo.

E, face ao números, só podemos avaliar a actividade do executivo como medíocre, ou mesmo de muito má.

De facto, no ano de 2007, e em outros anos, verificou-se uma ausência confrangedora de iniciativa, de projectos e de ideias.

Mantém-se a festa de natal e a festa da vila porque....... já se faziam em anos anteriores. Parece mal não fazer.... é óbvio.

Aceitam-se as delegações de competências da Câmara Municipal. Todas as freguesias aceitam. Dá geito. Porque sempre dá alguma visibilidade.

Construíu-se a sede dos Bombeiros,é verdade, mas com muito esforço da população naquele dia da revolta da água. Lembram-se? o Presidente da Câmara, pressionado pelo povo, prometeu a sua construção, apesar de ter ficado longe do desejável quanto à sua funcionalidade.

Mas, o que fez a Junta de concreto?

Como é possível gastar cerca de 115.000 Euros sem obra própria? (estou aqui a excluir o valor dos protocolos com a Câmara/obra da responsabilidade desta).

As despesas correntes foram de 115.o50,51 Euros - 62,5% do total. É muito dinheiro/percentagem elevada para despesas correntes, festas e subsídios.

É evidente que com uma actividade que considerei negativa não podería votar favorávelmente a mesma.

Nota final: É lamentável que o PS, com três eleitos (um faltou à sessão), tenham entrado mudos e saído calados. Limitaram-se a votar, aqui e ali. No essencial de acordo com a maioria. Nem tugiram nem mugiram. Triste figura (em termos politicos, claro). É assim que representam os cerca de 300 eleitores que neles confiaram?

Com este tipo de contributos não vamos a "lado nenhum". Como é possivel terem prometido trabalhar para o Paul, levar centenas de pessoas a acreditar neles e depois limitam-se a... estar...aborrecidos... à espera do toque final....chateados porque existe um indivíduo do PCP que leu os documentos, que procura intervir, tomar posição e dar opinião e que provoca a discussão séria à volta do desenvolvimento da nossa terra?

Não existe sociedade/organização ou freguesia que se desenvolva com o comodismo dos seus elementos. Não basta estar, observar (?), bocejar, votar nem se sabe o quê,como e porquê. É preciso agir, é preciso ser inconformista e lutar, sempre, por um Paul melhor e mais desenvolvido.

segunda-feira, abril 28, 2008

PACOTE LABORAL. E AFIRMAM QUE SÃO SOCIALISTAS (OU SOCIAIS - DEMOCRATAS DE DIREITA?)

APRECIAÇÃO DOS ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA PROPOSTA DO GOVERNO SOBRE A REFORMA DAS RELAÇÕES LABORAIS
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25 de Abril

Pelas nossas terras se comemorou o 25 de Abril e se irá festejar o 1ºde Maio.

As instituições (autarquias locais) e colectividades comemoram o 25 de Abril recordando a importância desta data na sua vida e missão social.

Sem a luta popular e a acção dos militares não estaríamos a comemorar a data da libertação do povo português e de outros povos (Guiné, Angola, Moçambique, Timor Leste) da opressão de uma ditadura apoiada pelos monopólios económicos, pela Nato e pela Igreja.

Festejar Abril foi festa, este ano, ensombrada pelo falecimento do primeiro Presidente da Câmara Municipal da Covilhã após Abril.

Augusto Lopes Teixeira (o Teixeirinha) foi Presidente da primeira Comissão Administrativa da CMC após o 25 de Abril.

Uma Câmara que funcionava em colectivo e onde cada um tinha a sua opinião e era responsável pela actividade que desempenhava. Pelo contrário, a actual Câmara, não envolve todos os seus membros na concepção, decisão e execução dos projectos e obras.

Os membros de outras forças politicas são hoje relegados para 2º plano. É pena que os dois vereadores eleitos pelo PS se limitem a abster-se perante situações de momento e ausência de informação.

Que diabo!

Não têm coragem de ter um grito de revolta?

Não têm coragem para indignar-se e dizer o quanto é dificil viver numa ditadura de maioria PSD?

Ou será que têm a mesma concepção de funcionamento da Câmara?

Façam como eu, em outros tempos.

Vão para a rua atender os municipes!

Informar como são discriminados e afastados da gestão do municipio por uma maioria acéfala e prepotente.

segunda-feira, abril 21, 2008

25 DE ABRIL SEMPRE

http://videos.sapo.pt/vGlzipLJZuu36u25kD69

SERÁ QUE A GENTE AGUENTA? ATÉ QUANDO?

Aumento dos Preços, mais desigualdades

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA - DIA 30 DE ABRIL

Por razões informáticas (????) a sessão que estava prevista para dia 18 de Abril foi alterada para 30 de Abril, às 21 Horas.

Da Ordem de Trabalhos saliente-se, tão só e de concreto, a apreciação das Contas de Gerência e Relatório de Actividades (que ainda não me foram entregues, nesta data). Cumprir calendário dirão alguns. Contudo, penso, que é a altura de se avaliar o trabalho realizado (ou não) pela Junta de Freguesia durante o ano de 2007.

Por outro lado é a oportunidade de muitos paulenses colocarem as suas preocupações e anseios.

Não nos podemos esquecer que a Assembleia de Freguesia, tendo dois períodos de intervenção do público, é o local indicado para a promoção do debate de ideias e de opções para a nossa freguesia.

Participar é um dever de todo e qualquer cidadão.

Compareça.

Se não puder comparecer (porque se encontra distante, ou por outra razão) poderá colocar, nos comentários deste post as questões que gostaria de ver tratadas ou enviá-las para o meu mail (vitorreissilva@mail.telepac.pt). Dentro do possível procurarei colocá-las ao Executivo na AF de 30 de Abril.

Para comemorar, de certa forma, Abril, clique e ouça Zeca Afonso:

25 de ABRIL SEMPRE ...http://www.youtube.com/watch?v=o-jLVq2eZBk&feature=related

domingo, abril 20, 2008

ASSINE A PETIÇÃO


A Água é nossa.

É pública.

Assine a petição

Afirmar o direito à água, exigir gestão pública de qualidade

Num momento que se abate como nunca o espectro privatizador sobre a água em Portugal, o STAL, a Associação Água Pública e a CGTP-IN lançam uma campanha em defesa da gestão pública deste bem essencial à vida humana e assumem o propósito de assinalar o dia 22 de Março, Dia Internacional da Água, como um dia de luta contra a sua mercantilização.

Subscrever Petição Online Ficheiros relacionados:>> ver folheto >> ver abaixo assinado para impressão (pdf) >> ver exposição (pdf) >> ver apresentação (ppt)
posted by Vitor Reis Silva at 10:42 AM 0 comments links to this post

Estratégia de Lisboa e o Tratado

A Estratégia de Lisboa e o Tratado

Jerónimo de Sousa, no debate realizado em Lisboa sobre «A Estratégia de Lisboa e o Tratado», alertou para a experiência nacional e «a insanável contradição entre os reais propósitos de liberalização, privatização e flexibilização do mercado de trabalho que estavam no cerne da nova estratégia europeia de Lisboa e os proclamados objectivos da criação de mais emprego e de emprego com qualidade» Ler mais...

sábado, abril 12, 2008

VALE A PENA LUTAR. QUEM LUTA PODE GANHAR.QUEM NÃO LUTA JÁ PERDEU

De facto, é assim na vida particular e na vida pública/exercício da cidadania e da defesa/construção de direitos

Vitória dos 100 000 Professores e Educadores que estiveram na Marcha da Indignação
Memorando de entendimento entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores Descarregue o documento aqui

quinta-feira, abril 10, 2008

E ASSIM SE VÊ O JOGO DE INTERESSES DOS MILITANTES DO PS,PSD E CDS

A promiscuidade entre o poder político e o poder económico

Bernardino Soares, na declaração política realizada na AR, afirmou que «se há matéria em que se acentua a descredibilização do regime democrático, ela é a da evidente e escandalosa promiscuidade entre o poder político e o poder económico. A situação a que chegámos não pode deixar de merecer uma forte intervenção de todos os que prezam a independência do poder político e a soberania popular.» Ler mais...

ESCANDALOSO E UMA VERGONHA PARA OS DEMOCRATAS

Sobre o processo de privatização da água na Covilhã

segunda-feira, abril 07, 2008

A ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 4 DE ABRIL É HISTÓRICA PARA O CONCELHO DA COVILHÃ

A Assembleia Municipal de 4 de Abril é histórica porque consagra as decisões mais ruinosas para o Concelho.

É talvez a Assembleia que irá marcar a derrota do PSD e de carlos pinto nas próximas eleições autárquicas.

Ninguém vai perdoar que o PSD e o actual presidente da câmara utilizando uma maioria absoluta venda o património mais valioso do Concelho - a água - essencial à vida,à saúde individual e pública e ao bem estar das populações.

Na cidade da Covilhã ninguém vai perdoar que entregue o Mercado Municipal a particulares deixando de ter a sua função social, de mais de 60 anos.

Na cidade ninguém vai perdoar a venda do Campo das Festas deitando por terra a possibilidade daquele espaço ser utilizado pela sua população, dando- lhe uma função mais humanizada.

Ninguém vai perdoar que se estabeleçam isenções e doações a grupos económicos que só visam o lucro e nenhuma função social.

Os presidentes da Junta de freguesia, do PSD ou apoiados por este partido, também votaram favoravelmente àquelas medidas.

Também eles estiveram de acordo com a venda da água sabendo que estavam a entregar o património de cada freguesia a uma empresa privada. Vão penalizar as pessoas, nos próximos anos, na factura da água.

Por esse motivo, aqui ficam e se registam, as opiniões dos eleitos da CDU para memória futura.

TUDO SE VENDE. AÍ VAI O CAMPO DAS FESTAS

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA COVILHÃ

4 de Abril de 2008
Agrupamento da Coligação Democrática Unitária

Ponto 1.1 – Concurso público para Gestão Urbanística e Ocupação Produtiva do Campo das Festas e Novo Quartel dos Bombeiros Voluntários da Covilhã

Exmºo Senhor Presidente

Exmºos Senhores Deputados Municipais


Propõe a Câmara Municipal a alienação da parcela de terreno denominada Campo das Festas.

Propõe, ainda, uma proposta de edificabilidade para a mesma, assim como contrapartidas financeiras e outras, que não são especificadas.

Propõe, também, que o assunto deverá ser submetido a uma apreciação pública.

Propõe, no fundamental, a alienação de um espaço estratégico para a cidade, que não constava do seu programa eleitoral.

Decisão, por esse facto, imoral e politicamente ilegítima.

Apresenta um regulamento de concurso com os seguintes critérios de adjudicação:

- Parcela do valor da adjudicação a pagar em dinheiro – 50%
- Prazos de licenciamento e de construção – 15%
- Programa do edifício a construir na parcela de terreno alienada – 35%

No artigo 12º dá a possibilidade de venda a terceiros – o que poderá permitir a especulação

No artigo 3º das condições especiais define-se o valor a pagar em dinheiro e em espécie

O artigo 12º das Condições especiais indica a finalidade – Instalação de uma superfície comercial de grandes dimensões e áreas de estacionamento automóvel coberto. O edifício ainda pode incluir habitação, comércio, serviços e empreendimento turístico.

Estacionamentos públicos – 150 – não condicionados e não pagos.

A parcela de terreno a alienar tem a área total de 13.222,00 m2, com uma área máxima de construção de 18.862,00 m2, com 8 pisos (3 acima e 5 abaixo da cota de soleira)

Depois de definir as funções e os termos do negócio a Câmara propõe uma apreciação pública.

Apreciação pública depois de ter decidido a venda e o tipo de utilização.

Desde já se propõe que se coloque em apreciação pública a utilização do espaço do Campo das Festas procurando-se resposta às seguintes questões:

- Deverá o Campo das Festas manter ou não a sua actual função?

- Em caso de mudança de função deverá manter-se como propriedade do município ou deverá alienar-se/vender-se para financiar o município, em dificuldades financeiras, e assegurar a construção de um edifício com funções sociais, nomeadamente os Bombeiros Voluntários?

- Em caso de mudança de função vamos vender o espaço para a construção de uma superfície comercial de grande dimensão e para um estacionamento automóvel pago e não pago?

- Em caso de mudança de função vamos ampliar a sede dos bombeiros, construir um espaço desportivo e de lazer, e estacionamento automóvel pago ou não pago?

Pensamos nós que, face ao espaço e à sua localização no centro da cidade, se deveria optar pela apreciação pública antes de qualquer decisão da Câmara Municipal.

Afinal de contas a apreciação pública só se justifica na fase da construção das opções e na concepção do que é mais útil às pessoas, à população e à cidade.

Esta opção seria a mais correcta face à inexistência de qualquer proposta eleitoral de alienação do Campo das Festas e à posição desta Câmara Municipal e da maioria do PSD, divulgada em 30 de Novembro de 2006, de que não haveria qualquer alienação daquele espaço.

Desta forma se comprova que a alienação é imoral e incoerente.

As maiorias em democracia não justificam nem legitimam qualquer politica do “posso, quero e mando”.

Quem governa a cidade tem deveres cívicos e morais perante a população.

Contudo, apesar do que ficou dito, esta Câmara e o PSD que a desgoverna e a vende ao desbarato, optou por apresentar uma proposta de alienação de um espaço público, prevendo mais cimento armado para um edifício com funções semelhantes a outros existentes na cidade, aprofundando, ainda mais, a crise do pequeno e médio comércio existente.

Será que a crise já hoje sentida no comércio tradicional e nos centros comerciais existentes no centro da cidade não será acentuada com a construção de um centro comercial de grandes dimensões?

E esta utilização do Campo das Festas encontra-se prevista no Plano de Urbanização da Grande Covilhã, ainda por aprovar?

Ou será que é mais uma alteração do Plano, à semelhança do Parque Desportivo com a construção do tal colégio internacional?


Antes da aprovação do Plano já andamos com alterações ao sabor do vento, das ideias matinais, ou do interesse de alguns?

Andamos, de facto sem rumo.

Quanto à eventual mudança de utilização do Campo das Festas somos defensores que o mesmo possui espaço para a ampliação do Quartel dos Bombeiros, a criação de estacionamento subterrâneo e a implantação de um espaço desportivo e de lazer no centro da cidade.

Este seria o nosso contributo numa auscultação pública aberta e descomplexada.

Não participamos, como é óbvio, em discussões públicas inquinadas que só servem para legitimar ideias e opções preconcebidas.

Este espaço é, neste momento, o único que a cidade possui para se humanizar.

É o único espaço, no centro da cidade, que podemos oferecer aos jovens e idosos para o convívio, o lazer e o desporto.

A população tem o direito de usufruir de espaços verdes e de equipamentos qualificados.

Será que vamos continuar a assistir à venda do espaço público e à sua ocupação com edifícios, com cimento armado ( à semelhança do espaço do Gameiro – vendido em hasta pública a uma empresa com registo provisório) não se garantindo à população, no centro da cidade, de qualquer alternativa?

É esta a cidade das cinco estrelas?

Só se for em dia de nevoeiro.

Disse.

Os eleitos da CDU

TUDO SE CONCENTRA NO EIXO TCT. O RESTO DO CONCELHO É PAISAGEM!

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA COVILHÃ

4 de Abril de 2008
Agrupamento da Coligação Democrática Unitária

Ponto 1.4– Suspensão Parcial do PDM – Zona Industrial do Tortosendo

Exmºo Senhor Presidente

Exmºos Senhores Deputados Municipais


A Câmara Municipal vem propor a suspensão parcial do PDM na Zona Industrial do Tortosendo – 3ª Fase

Esta medida excepcional, entre outras que a Câmara já adoptou em situações semelhantes, resulta do facto de se entender que vamos ter investimentos estratégicos de elevada relevância para o Concelho da Covilhã com perspectivas de desenvolvimento económico e social e que as disposições contidas no actual PDM contraria tal desenvolvimento.

Estamos assim perante uma afirmação, aceite e aprovada pela maioria PSD da Câmara Municipal, de que o PDM, aprovado pelo PSD, contraria ou, é incompatível, com as actuais perspectivas de desenvolvimento do Concelho.


Permitam, meus senhores, que faça o reforço ou que sublinhe esta ideia.

A maioria PSD considera, em 2008, que o mesmo tem disposições que são incompatíveis com as actuais perspectivas de desenvolvimento.

Saliente-se, ainda, que na informação da divisão de planeamento, se informa que o PDM foi aprovado em 1999, logo, no mandato da maioria PSD.

A CDU, através do seu vereador, votou contra, por considerar que o PDM não correspondia às necessidades das populações do concelho e ao seu desenvolvimento.

A maioria PSD continua, com a aprovação destas medidas, a dar-nos razão e os senhores deputados e os senhores presidentes de Junta de Freguesia sabem que foi um erro aprovar o PDM em vigor.

A Câmara deliberou proceder à sua revisão em 20-12-2002, contudo, passados quase 6 anos continuamos com os problemas de 1999, ou seja, com os problemas de 8 anos.

Por esse facto se utiliza esta figura da suspensão.

Só necessária porque a Câmara Municipal e o PSD que a gere não é capaz ou não quer proceder à revisão do PDM.

O actual PDM não serve e o Plano de Urbanização da Grande Covilhã tarda em ser aprovado.

Penso que a Câmara Municipal deve uma explicação a esta Assembleia quanto à situação, actualização e aprovação daquele instrumento de planeamento, pois, já verifiquei, que apesar de não estar aprovado, já se encontram no terreno alterações ao mesmo.

Quanto ao que nos é pedido os eleitos da CDU continuam com bastantes reservas.

Temos dúvidas quanto às ampliações do Parque Industrial do Tortosendo e se as mesmas correspondem às necessidades do município. Já verificámos no ponto relativo ao mercado municipal que os parques não deram resposta à necessidade e condições da empresa a instalar.

Não concordamos com o modelo de desenvolvimento do concelho que concentra no eixo TCT os investimentos concelhios, semelhante à estratégia dos governos do PS e do PSD que concentram o investimento nos grandes centros urbanos e no eixo do litoral.

Todos nós exigimos do governo central uma atenção especial para os concelhos do interior, (descontando o facto dos deputados do PS, PSD e CDS na Assembleia da República, terem votado contra as propostas de investimentos na nossa região, feitas pelos deputados do PCP), assim, numa escala concelhia, também devemos defender, de forma coerente, igual oportunidade de desenvolvimento às freguesias mais afastadas da sede de Concelho.

Não estamos contra os investimentos feitos no Parque Industrial do Tortosendo, defendemos é que se devem dar oportunidades a outras freguesias e a outras zonas do Concelho as condições, ao nível das infra estruturas, para a instalação de empresas e logo, para a fixação das populações.

Assim, porque concordamos com a criação de condições para o investimento, a criação de emprego com qualidade e com direitos, no nosso Concelho, mas discordando da estratégia e das opções da actual maioria da Câmara Municipal, optamos pela abstenção.

Os eleitos da CDU

O POVO PAGA A FACTURA DA ÁGUA MAIS CARA MAS.... OS SENHORES DA CIDADE RECEBEM ISENÇÕES

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA COVILHÃ

4 de Abril de 2008
Agrupamento da Coligação Democrática Unitária

Ponto 1.5– Isenção de Taxas de Operações Urbanísticas na Freguesia de Unhais da Serra

Requerimento

Exmºo Senhor Presidente

Exmºos Senhores Deputados Municipais


A Câmara Municipal propõe a isenção de taxas de urbanização e edificação, todas as operações urbanísticas de edificação, correspondentes a demolição, conservação, construção, reconstrução, ampliação ou de alteração de edificações, bem como operações de loteamento e as obras de urbanização, na freguesia de Unhais da Serra, a partir de 1 de Março de 2008 e durante um período de 5 anos.

Isto é obra, meus senhores.

Isto demonstra o poder do investimento de uma empresa.

A força e o poder de um grupo económico.

O peso que uma sociedade tem no poder politico, em nome do interesse público.

Este é um exemplo demonstrativo da capacidade da Câmara Municipal em reconhecer uma empresa constituída para explorar um recurso natural, com potencialidades turísticas, e de desenvolvimento futuro, retirando, para o efeito, a sua exploração à Junta de Freguesia de Unhais da Serra.

Existem freguesias deste concelho que já pediram à Câmara Municipal Planos de Salvaguarda do seu património edificado, nomeadamente o Paul, e que nunca conseguiram, nem o Plano, nem qualquer tipo de isenções.

A empresa que detém o Centro Termal de Unhais da Serra, constituída para o efeito, tem como sócios duas figuras conhecidas da nossa cidade e outros sócios com acções ao portador.

Muito conveniente este tipo de figura, acções ao portador. Não permite, como é óbvio, conhecer os portadores, em sede de registo comercial.

Tudo é possível, neste país, até para manter no anonimato, as pessoas de boa vontade.

Assim, requere-se que a Câmara Municipal informe da constituição accionista daquela empresa, para efeitos de conhecimento desta Assembleia, do conjunto de pessoas tão beneméritas e tão merecedoras da atenção pública ao nível de a Câmara reconhecer o interesse público da sua actividade e do seu esforço financeiro.

Para complementar a informação requere-se, ainda, que a Câmara Municipal informe a Assembleia Municipal, a população em geral e especialmente a população de Unhais da Serra:

- Do valor dos investimentos efectuados e a efectuar pela Câmara Municipal nas infra estruturas urbanas envolventes ao complexo termal;

- Da justificação e interesse público do abate, em termos ambientais criminoso, dos plátanos centenários existentes na avenida de acesso às termas;

- Das compensações já pagas pela Câmara Municipal ao Clube Estrela de Unhais da Serra pelo facto de ter ficado sem espaço desportivo e se deslocar à freguesia do Paul para treinos e jogos;

- Do investimento efectuado no Complexo Desportivo do Paul para treinos e jogos;

- Do investimento já feito e fase em que se encontra a construção do novo campo de futebol de Unhais da Serra;

- Do valor total previsto das isenções agora previstas.

Os eleitos da CDU concordam com as isenções propostas, excepto com as relacionadas com as operações de loteamento e obras de urbanização, porque entendemos ser possível o desenvolvimento turístico de Unhais da Serra melhorando o edificado através da demolição, reconstrução e conservação dos edifícios respeitando as características das habitações existentes.

Não vemos inconveniente na isenção de algumas taxas e que a empresa e a Câmara Municipal possam financiar todo aquele tipo de obras.

Contudo, discordamos da isenção de operações de loteamento, que visam, no essencial, a obtenção de mais valias de acordo com as regras de mercado quer sejam obtidas na modalidade do arrendamento quer na venda de lotes ou de moradias.

Propõe-se, desta forma, no final deste requerimento, a aprovação das isenções sem as tais operações de loteamento e as obras de urbanização.

Os eleitos da CDU

E LÁ SE VAI O MERCADO MUNICIPAL

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA COVILHÃ

4 de Abril de 2008
Agrupamento da Coligação Democrática Unitária

Ponto 1.2 – Mercado Municipal

Exmºo Senhor Presidente

Exmºos Senhores Deputados Municipais

Foi com grande festa que se inauguraram as obras do Mercado Municipal.

Esta inauguração de obras de beneficiação ocorreu em 16 de Março de 2000.

O Jornal do Fundão, na sua página 16, de 10 de Março de 2000, informava que “ As obras de renovação e modernização do Mercado Municipal vão ser inauguradas no dia 16 de Março, às 10 Horas, pelo presidente da Câmara Carlos Pinto. Os melhoramentos realizados naquela histórica estrutura do comércio da cidade, com destaque para a construção do silo auto e de novas lojas no piso superior orçam os 100.000 contos”.

Estas obras foram objecto de análise pela IGAT e constam do relatório da actividade inspectiva daquela entidade.

Porquê?

Porque as obras foram realizadas em 1999 pela empresa Lambelho e Ramos

Porque a abertura ao público foi feita em 1999

Porque em 31 de Janeiro de 2000 anula-se um concurso limitado das mesmas obras e abre-se um concurso por ajusto directo, do qual desistiu uma empresa, sendo admitida a empresa Lambelho e Ramos

Porque em 13 de Março quis consultar o processo, o que me foi vedado
Porque em 16 de Março, dia da inauguração, a comissão de análise propõe a adjudicação à empresa Lambelho e Ramos

Porque a garantia bancária tem a data de 16 de Março

Porque só em 24 de Março de 2000 é adjudicada a obra à empresa Lambelho e Ramos.

Mas foi inaugurada em 16 de Março.

Este é só um exemplo de como os dinheiros públicos são geridos pelo PSD na Câmara Municipal.

É um exemplo na execução de uma obra e é um exemplo no Planeamento.

Como é possível que, passados 7 anos, e após se terem gasto 100.000 contos (notícia do Jornal do Fundão que não foi desmentida) se queira mudar a função do Mercado Municipal?

Como é possível que se venha dizer, passados 7 anos, e após se terem gasto 100 mil contos (em 1999/2000) que o mercado tem mais de 60 anos e não tem as condições exigidas pela ASAE?

Não foi esta a justificação para a sua remodelação?

Não será isto o reconhecimento claro e inequívoco da incompetência? E de um Planeamento de obras públicas escandaloso?

Em 2000 e com 100 mil contos não era pressuposto que o Mercado Municipal fosse remodelado com as condições de higiene e salubridade exigíveis?

E os concessionários das lojas do piso superior não têm direito a um tratamento humano e à consideração pelos seus direitos legítimos por parte da entidade que promoveu e lhes concessionou o espaço (por centenas e milhares de contos), após ter criado expectativas comerciais?

Senhor Presidente
Senhores Deputados

Estamos perante mais um exemplo de gestão financeira ruinosa e de opções autocráticas e presidencialistas.

A decisão da Câmara Municipal, na base de um memorando, para a construção de um novo mercado municipal não tem por base a motivação e a vontade de se melhorarem as condições existentes no actual mercado.

A decisão tem por base a cedência a uma empresa do espaço do Mercado Municipal.

Novamente se verifica, que as opções da Câmara, são ditadas, não pelo superior interesse das populações, mas sim, pelo interesse superior das empresas.

Esta Câmara encontra-se refém, não do interesse das populações, mas sim, dos senhores do dinheiro.

Estes é que orientam e são os verdadeiros donos da Câmara Municipal.

Acrescente-se ao que ficou dito o seguinte:

Então a Câmara decide, de acordo com o memorando que hoje nos é presente, abrir um período de discussão pública, relativo à localização do novo Mercado numa área a sul do Cemitério Municipal, com alguns terrenos já adquiridos pelo Município, com cerca de 5 mil metros quadrados.

Acrescenta, ainda, que antes de adquirida esta opção, entende a Câmara Municipal da Covilhã que esta proposta deve ser objecto de análise e discussão pública para recolha de contributos (….).

Como é possível a realização de qualquer discussão pública quanto à localização do novo Mercado quando a Câmara já decidiu que é a sul do Cemitério, em terrenos já adquiridos.

Afinal de contas que discussão pública vai promover?

Para definir a localização? Não me parece.

O que me parece é que a Câmara quer desviar a atenção de todos nós para o facto de ter feito em 2000 um investimento que não deu resposta às necessidades do Mercado Municipal e da sua cedência a uma empresa.

É minha convicção, que a Câmara Municipal e o PSD querem acabar com o Mercado Municipal, pois, é necessário, alimentar as tais grandes superfícies, principalmente as lá de baixo.

Mas, será que a empresa não se poderia ter instalado em outro espaço?

Será que a Câmara não tem espaço disponível nos Parques Industriais?

Será que não existem instalações devolutas de antigas fábricas têxteis?

Após anos de investimento na promoção de actividades económicas que, infelizmente, não absorve os trabalhadores existentes em situação de desemprego, a Câmara não tem um outro espaço disponível?

Afinal de contas e em boa verdade não temos espaço nem instalações para oferecer a uma empresa que queira instalar-se na Covilhã.

Só assim se entende o desespero e a decisão drástica de se abandonar e de se condenarem os lojistas do mercado municipal, nesta primeira fase, porque a seguir vão os restantes vendedores.

Aqui fica demonstrado, também, que a propaganda não serve nem corresponde à realidade.

Novo mercado?

SIM.
Quando se provar que é necessário e tendo em conta a melhoria do serviço público a prestar à população da cidade e do concelho.

Os Eleitos da CDU

UM NEGÓCIO RUINOSO PARA A COVILHÃ

Sobre a privatização da Àgua na covilhã

Nota prévia - Aqui se publica a intervenção da CDU, através do Jorge Fael, base do nossa discordância e do nosso voto contra à privatização. Connosco, no voto contra a venda da água da Covilhã, estiveram outros deputados municipais.

Os eleitos do PSD e todos os presidentes de junta de freguesia, do PSD ou apoiados por este partido, votaram favoravelmente. Nada de novo e não era para admirar. O que interessa são os negócios do presidente. O resto não interessa. O concelho e o seu património está ao dispôr do mesmo para o entregar aos grandes grupos económicos
.

...Dando seguimento ao projecto que há muito imprimiu à gestão da cidade, reduzida que tem sido a um mero espaço de negócios onde um número cada vez mais pequeno de grupos económicos tem cada vez mais oportunidades e acesso a generosas regalias municipais, e que nos últimos anos conduziu à venda do subsolo, à venda ao capital financeiro das rendas sociais, à privatização do saneamento, a maioria PSD pretende agora privatizar a água, vendendo 49% da empresa municipal Águas da Covilhã à SOMAGUE.

Mas, se a resposta é a privatização, qual foi a pergunta?

Vejamos:Será que tal decorre de uma promessa eleitoral da maioria que governa a câmara?

Será que a privatização garantirá um serviço com mais qualidade, preços mais acessíveis, respeito pelos direitos dos trabalhadores?

Será porventura o mau desempenho das Águas da Covilhã?

A sua situação económica?

Mas quem tem sido responsável pela gestão?

E o que impediu a Câmara de inverter esse desempenho?

E os sucessivos aumentos do preço da água?

Afinal não foi esta maioria eleita para gerir com rigor e responsabilidade o património público?

Não é esse o seu dever e a sua responsabilidade?
Ler mais...

25 de ABRIL - 34 ANOS DEPOIS - VAMOS MUDAR ESTA SOCIEDADE?

Pedro Jorge, Electricista e dirigente sindical, interveio no Programa Prós e Contras de 28/1/2008. Motivo invocado esta semana pelo patronato para lhe mover um processo disciplinar para despedimento: dizer a verdade em público! No vídeo anexo reproduzimos as 4 intervenções de Pedro Jorge no programa. São um libelo à liberdade que nos têm destinada as classes dominantes: a liberdade dos escravos. Por Abril, a luta continua! As liberdades defendem-se exercendo-as.

"http://www.youtube.com/watch?v=v8-XGZ1ogho
retirado daqui

terça-feira, março 25, 2008

NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA DO CONCELHO DA COVILHÃ

Pode ler o texto da Conferência de Impresa da C. Concelhia da Covilhã sobre a privatização da àgua em

WWW.castelo-branco.pcp.pt

Não se esqueça que a água do Paul também está incluída no negócio.

segunda-feira, março 24, 2008

A Água é nossa. É pública. Assine a petição

Afirmar o direito à água, exigir gestão pública de qualidadeNum momento que se abate como nunca o espectro privatizador sobre a água em Portugal, o STAL, a Associação Água Pública e a CGTP-IN lançam uma campanha em defesa da gestão pública deste bem essencial à vida humana e assumem o propósito de assinalar o dia 22 de Março, Dia Internacional da Água, como um dia de luta contra a sua mercantilização.

Subscrever Petição Online
Ficheiros relacionados:
>> ver folheto >> ver abaixo assinado para impressão (pdf) >> ver exposição (pdf) >> ver apresentação (ppt)

domingo, março 16, 2008

O CUSTO DE VIDA AUMENTA E O POVO NÃO AGUENTA

Descobri hoje o blogue www.cravodeabril.blogspot.com
vale a pena visitar
até porque tem outras ligações.

De um deles retirei a seguinte informação:

Dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) dizem que, comparativamente com Fevereiro de 2007, em Fevereiro deste ano se verificaram maiores aumentos de preços de bens essenciais, assim:
Serviços hospitalares: +80,1%
Leite, queijo e ovos: +11,3%
Pão: +8,3%
Gás: +6,5%
Peixe: +5%
Transportes: +4,4%
Electricidade: +3,4%
Vestuário: +3,3%
Calçado: +2,4%
Vinho: +2,4%
Carne: +0,3%
eHortaliças: - 17,7%.

Os salários, diz o INE, subiram 2,5% - logo, digo eu, os salários reais baixaram.

Dois pedidos ao INE:1) - que informe os muitos milhares de trabalhadores cujos salários não foram aumentados, ou que estão com salários em atraso, onde é que podem ir levantar o aumento de 2,5% que a estatística lhes atribui.

2) - que me diga, por favor, onde é que costuma abastecer-se de carne e de hortaliças.

quarta-feira, março 12, 2008

SOMOS MUITOS,MUITOS MIL A DEFENDER A ESCOLA PÚBLICA

Ver imagens [actualizado em 12-03-2008]Reportagem fotográfica de Ana Alzira, Estela Santos, Fava dos Santos, Felizarda Barradas, Fernando Barão, Jorge Caria, JPO, Paulo Machado e Rita Pires

terça-feira, março 11, 2008

Notícias do jornal O Público em 11/03/08

Internacional
Embaixador colombiano deve regressar amanhã a Caracas
ONU e EUA pedem que Israel suspenda construção de colonatos na Cisjordânia
Al-Qaeda reivindica rapto de dois turistas austríacos na Tunísia

Cultura
Morreu o pintor Rogério Ribeiro
Louvre foi o museu mais visitado em 2007
Novo livro da saga Bond é uma homenagem a Ian Fleming

Educação
Prova de Matemática de 12º ano passa a ter duração máxima de três horas
Fenprof acusa Governo de chantagear escolas para prosseguirem com avaliação
Maioria das escolas pede adiamento do processo de avaliação

Economia
Trichet reconhece que a "febre" dos mercados cambiais afecta crescimento
Construção compensou quebra das exportações no final de 2007
Caixa vende Compal e fica com 20,6 por cento da Sumolis/Compal

Media e Tecnologia
Revista de imprensa: destaques do "Wall Street Journal"
Revista de imprensa: destaques do "Financial Times"
Revista de imprensa: destaques do "Jornal de Negócios"

Política
Deputados do PSD levam queixa relativa ao TGV à PGR e ao Provedor de Justiça
Menezes prefere combate político com Sócrates a comentar críticas internas
António Capucho ameaça demitir-se da concelhia do PSD de Cascais

Desporto
Benfica: Chalana fica “em princípio” até final da época
Camacho despediu-se hoje dos jogadores e confessa que sai “triste”
Carlos Brito deixa comando técnico do Leixões

Ciências
Novo telescópio promete desvendar os maiores mistérios do Universo
Cientistas fotografam imagens mentais
Estudo explica a razão da gripe atacar mais no Inverno

Local
PCP denuncia falta de efectivos na PSP e GNR do Porto
TAP retoma ligações entre Madeira e capitais europeias após conclusão de obras na Portela
Ameaça de bomba: levantado perímetro de segurança em torno do hospital de Felgueiras

Sociedade
Governo recua no fecho de 110 postos da GNR
Sorteio do Loto 2 (10º/2008)
Sorteio da Lotaria Clássica (10º/2008)

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

A Ponte do Paul

Caso insólito!

A Câmara Municipal da Covilhã deliberou em 1 de Fevereiro de 2008 (ver boletim municipal nº 4, de 21 de Fevereiro de 2008) homologar (concordar) com " o auto de suspensão de trabalhos da empreitada da obra de beneficiação e alargamento da ponte sobre a ribeira do Paul, que suspende os trabalhos por um período de 85 dias, compreendidos entre o dia 07 de Janeiro de 2008 e o dia 01 de Abril de 2008, inclusive."

O caso é insólito porque passo diáriamente na Ponte e ainda não me apercebi de qualquer obra ou inicio da mesma.

Como se podem suspender trabalhos que ainda não se iniciaram?

Já adquiriram a casa? Já concluíram o processo de negociação ou de expropriação?

Já encontraram a solução alternativa ao trânsito no período de execução da obra?

O património existente (arcos mediavais) está salvaguardado? Talvez a nossa amiga arqueóloga possa dar aqui a sua opinião. Vale o desafio? Espero que sim.

Por outro lado, enquanto se está no impasse ou, melhor dizendo, no período de suspensão dos trabalhos inexistentes, não se poderia fechar/vedar os acessos à construção existente? e proteger melhor os acessos ao passadiço? Apesar do assunto ter sido colocado em Assembleia de Freguesia (e já lá vão meses), nada se fez, como de costume.

Quanto ao passadiço inoperacional, a retirar no futuro, e à pseudo represa de água já retirada/desactivada nos últimos anos, resta - nos exigir a apresentação dos custos e identificar os responsáveis por tal aberração e delapidação dos dinheiros públicos.

Gente desta não pode nem deveria estar à frente dos destinos de uma Junta de Freguesia.

Gastaram, de forma irresponsável, mais de 100.000 Euros.

Quanto aos responsáveis, é evidente, foram os membros do executivo.

Querem os nomes? Mais tarde, mas avanço que dois deles fazem parte da actual Junta de Freguesia.

Descubra. Não é jogo, mas também serve como exercício de memória.

Mas o caso é insólito.

Suspendem-se trabalhos que não se iniciaram.

É como o alargamento do cemitério.

Iniciaram-se trabalhos em 2005.

A placa lá continua a publicitar e a recordar a necessidade da obra, contudo, passados 2 anos nada se fez.

E, infelizmente, vai morrendo gente, e o cemitério está a atingir a sua capacidade máxima.

Hoje, o cemitério do Paul, já não dá resposta em caso de calamidade pública, o que é obrigatório por lei.

Disse a Presidente da Junta que era a obra prioritária para 2008, contudo, face aos valores envolvidos, não encontrei no orçamento da Câmara Municipal o suporte para a execução da mesma.

A ver vamos, no final do ano.

Esperamos continuar por cá.

Um abraço aos amigos Paulenses.

domingo, fevereiro 17, 2008

De José Marmelo e Silva, filho ilustre de Paul

Imperecível «Sedução»

São raras as narrativas que resistem à poalha do tempo. Esculpida há 50 anos com fogo sobre a pedra, «Sedução» chega-nos na sétima reedição para comprovar o seu imperecível fulgor. O seu autor, José Marmelo e Silva (1911-1991), nascido na Beira Interior, na freguesia de Paul, Covilhã, seria, todavia, fechado num silêncio ensurdecedor, preço a pagar por uma obra original e vanguardista, difícil de se enquadrar nos movimentos literários da sua época, a Presença e o Neo-Realismo. Considerada «Obra-prima», por Baptista Bastos, narração da «força do desejo», por Urbano Tavares Rodrigues, um «livro de combate, um livro indisciplinador», segundo José Saramago, «Sedução» define, descarnando, a obsessão sexual, alcançando, arrojada e ironicamente, a repressão de uma sociedade machista e hipocritamente asséptica. Deixarmo-nos seduzir pela obra de José Marmelo e Silva começando pelo seu título de estreia é permitirmo-nos o espanto e a felicidade desmedida de uma leitura excepcional.

AS POLITICAS PARA A EDUCAÇÃO

CGTP-IN lança campanha nacional em defesa da escola pública, democrática e de qualidade

Intervenção de Mário Nogueira no XI Congresso da Central

No quadro dos compromissos de luta geral, em que a defesa de uma Escola Pública, Democrática e de Qualidade surge como prioritária, a CGTP-IN, envolvendo todo o movimento sindical unitário e apelando a estudantes, pais e encarregados de educação, autarcas, bem como a todos quantos se revejam nesse objectivo, desenvolverá uma Campanha Nacional que, em torno de um Manifesto e unindo cidadãos, organizações e entidades diversas da sociedade portuguesa, percorra o País, se expresse nas ruas, entre nas escolas, chegue a reuniões institucionais ou informais e seja geradora de um grande movimento de denúncia das actuais políticas e de defesa da Escola Pública Portuguesa.
[ler mais]

Intervenção na Assembleia Municipal de 15 de Fevereiro

Exmºo Senhor Presidente

Senhores Deputados Municipais


Estamos perante um governo de forte pendor restaurador do poder económico dos mais privilegiados.

Esta perspectiva sobre a actividade governativa poderá ter uma outra leitura, ou seja:

Estamos perante um governo que, optando pelos mais abastados, pelos mais ricos, se esqueceu dos mais necessitados, dos mais fracos, ou seja, da maioria da população.

Num conceito muito específico e estranho de proximidade investe nos grandes centros urbanos (mais próximos dos centros de decisão) e encerra serviços públicos periféricos (mais distantes dos centros de decisão).

Em nome da modernidade, da eficácia e eficiência dos serviços, encerra os que se encontram próximos dos cidadãos, e logo mais acessíveis.

Afirma-se que se estão a criar centros de excelência, contudo, esquece-se, que esses centros se encontram afastados do cidadão, que persiste em viver na periferia, ou porque não tem recursos ou porque já não tem idade para tais mudanças.


O governo concentra nas duas grandes cidades (Lisboa e Porto) e nas capitais de distrito serviços essenciais às populações, invertendo a tendência de dezenas de anos de aproximação às populações para que fosse possível o usufruto generalizado do direito à educação, à saúde, à justiça, às tecnologias da comunicação e ao bem estar proporcionado por infra estruturas básicas (rede de água, de electricidade, de esgotos, estruturas desportivas, etc).

Dirão alguns que hoje, com as vias de comunicação existentes, já não estamos tão afastados dos tais centros de excelência.

Esquecem-se, contudo, que a maioria não tem transporte próprio nem transporte público adequado, e que as populações periféricas estão a envelhecer e a empobrecer, e logo, também por estes factores, mais dependentes de serviços que devem manter-se próximos das pessoas.

Nesta perspectiva centralizadora, de redução progressiva de serviços, na tentativa de redução de despesas com recursos materiais e humanos, estamos todos a caminhar para Lisboa e para o Porto porque só ali se podem concentrar as tecnologias mais avançadas e a massa crítica que as domina.

E assim se aproximam os serviços dos que, de facto, decidem e podem pagar.

É a proximidade dos serviços da elite bem pensante e dos que engordam na bolsa e nesta economia de casino em que vive o mundo globalizado, porque, meus senhores, só estes podem pagar serviços de qualidade e de excelência.

E os serviços, como é evidente, na perspectiva capitalista e do conceito da mais valia, só podem ser rentáveis.

Tudo se paga, desconhecendo o cidadão como e onde se aplicam as receitas obtidas através dos diferentes tipos de impostos, taxas e tarifas.

Senhor Presidente
Senhores Deputados

O conceito de centralidade também se pode encontrar em alguns exemplos no nosso Concelho e na política perseguida pela maioria PSD que nos (des) governa.

- A indústria de lanifícios e dos têxteis concentra-se, a passo de corrida, nas mãos de um único grupo económico, deixando um rasto de falências que se traduzem em desemprego, em dívidas a trabalhadores e na miséria de dezenas de famílias.

A instalação de novas empresas nos parques da Covilhã ou do Tortosendo, constituídas na base das novas tecnologias que possibilitam elevada rentabilidade, não absorvem a mão de obra que fica desempregada e que carece de reconversão que muitas vezes a idade já não possibilita.

- O comércio concentra-se nas grandes superfícies com a venda de bens, ferramentas e máquinas produzidas a milhares de quilómetros, numa concorrência desnivelada e desleal com o sector produtivo e de retalho local, provocando nestes sectores o encerramento da produção e de pequenas e médias empresas, criando mais desemprego e mais dependência local face aos grandes grupos de distribuição de bens e serviços.

A instalação das grandes superfícies no Concelho da Covilhã criou sérios problemas ao comércio local sem existir, por parte da Câmara Municipal, preocupações sérias em o salvaguardar.

Já lá vai o tempo em que, quando o PS geria a Câmara Municipal, os eleitos do PSD defendiam que a Câmara só deveria licenciar qualquer grande superfície mediante estudo do impacto na economia local, nomeadamente no comércio tradicional. Chegados ao poder esqueceram-se dos estudos e das suas preocupações.

A isto, sim, se chama hipocrisia e desonestidade intelectual, cívica e política.

Que fique para a história e na memória daqueles comerciantes, e respectivas famílias, dos que já encerraram e daqueles que se encontram em vias de encerrar que o licenciamento destas superfícies se concretizou sem o mínimo cuidado e protecção da economia local, por parte da Câmara Municipal.

De facto, esta Câmara Municipal gerida pelo PSD licenciou os interesses da SONAE e de outros grupos económicos esquecendo-se dos Covilhanenses.


E que dizer da expansão urbana ?

Não existe concentração do investimento no nosso Concelho?

O eixo TCT não foi afinal um grande negócio imobiliário?

Onde se encontra, hoje, a via rápida entre o Tortosendo e o Teixoso?

A aposta no parque industrial do Tortosendo, sem outras alternativas no Concelho, não está a criar a concentração de pessoas e serviços?

Não será verdadeira a tese que a concentração de investimento no eixo TCT está a deslocalizar populações para esta área?

Não é visível?

Não estamos a condenar as freguesias rurais a meros dormitórios e, de forma progressiva, com o encerramento de serviços de educação e saúde, a locais de mero convívio de idosos?

Não estamos a criar problemas estruturais nesta área?

Onde estão os serviços públicos (Infantários, escolas, estabelecimentos de saúde, espaços verdes, espaços desportivos e de lazer) de apoio a esta população, que de forma progressiva se vai instalando na área da Grande Covilhã?

E o negócio no sector do imobiliário e a corresponde pressão na área do licenciamento urbanístico, será tão rentável que justifica a ameaça a pessoas e famílias?

A ser verdade, o que hoje se conhece e é público, da intimidação, coacção e ameaça de um eleito, por questionar e denunciar irregularidades no âmbito do urbanismo municipal, indicia o facto real da existência de grandes interesses na área do município.

Eu próprio denunciei junto da tutela várias situações que me parecem merecedoras de investigação e de verificação da sua conformidade legal, algumas fazem parte do tal relatório da IGAT que o Senhor Presidente procurou minimizar e ridicularizar nesta Assembleia Municipal.

E, afirme-se, novamente, hoje, que alguns dos procedimentos denunciados continuam a ser prática da maioria municipal, nomeadamente, o de entregar obras e serviços, que exigem, pelos seus valores, procedimentos concursais e nunca o ajuste directo informal.

Informal, porque o concurso faz-se posteriormente para se dar cobertura administrativa à decisão arbitrária e da escolha preferencial.

Contudo, felizmente, se descontar alguns comportamentos agressivos e prepotentes de eleitos do PSD, da tentativa de limitação da minha intervenção politica, sem espaço de trabalho e com lacaios transformados em vigilantes atentos, e tentativa de condicionamento face a processos públicos de índole pessoal e de coincidências estranhas na área policial, nunca tive ameaças pessoais e à minha família.

Porque sei, senti na pele, a pressão que é exercida e o desgaste pessoal ao nível psico – fisiológico e familiar, não quero deixar de manifestar a minha solidariedade ao vereador Dr. Vitor Pereira face à situação vivida.

E que dizer da noticia do eventual exercício de coacção do Vice – Presidente, Prof. João Esgalhado, a um cidadão, em sede de processo de licenciamento de obras?


Participando, desde 1984, na vida autárquica, e com maior incidência no período 1998 a 2001, enquanto vereador, já nada me surpreende.

É difícil, se não impossível, provar a tese de que muitos dos apoios dos eleitos nas Câmaras Municipais têm origem nos processos de obras.

Contudo, quando se conhecem processos como aquele que foi divulgado esta semana pelo Jornal do Fundão, apetece dizer, finalmente, alguém tem dignidade e a coragem para defender os seus direitos sem ceder à eventual existência de coacções e de qualquer chantagem.

Deverá, contudo, provar-se o que se afirma.

Alguns destes temas, nomeadamente os que se referem ao conceito de centralização de serviços, irão fazer parte do discurso de eleitos do PS e dos PSD, chamando para a discussão factos e argumentos que, naturalmente, os dividem, timing, o método e os boys, porém estão todos de acordo quanto às medidas substanciais.

No fundamental estão juntos.

No voto contra às propostas dos deputados do PCP de investimentos para o Concelho, em sede de discussão do PIDDAC.

No acordo de aprovação da nova Lei para as Autarquias Locais onde deixam de lado os Presidentes da Junta de Freguesia

Na ratificação do Tratado de Lisboa que não interessa referendar porque se tem medo do povo

No Pacote Laboral com redução dos direitos dos trabalhadores

No encerramento de urgências

No pacto de regime para a Justiça


Covilhã, 15 de Fevereiro de 2008

Os eleitos da CDU

domingo, fevereiro 10, 2008