Tenho direito à indignação
Na democracia saída do 25 de Abril proliferaram e vegetam um conjunto de pessoas que nada ou pouco fizeram para a sua implementação mas que, aproveitando-se da mesma, se adaptaram e foram fazendo carreira politica. Nunca tiveram outra profissão se não aquela que a democracia lhes permitiu, o exercer cargos de eleição politica.
São os que acreditaram na “ primavera marcelista” e da abertura à Europa e ao Mundo, sendo o seu único objectivo a livre circulação de capitais e de bens, porque mão de obra barata já a tinham. A tal Europa que nos foram vendendo como “clube” do desenvolvimento social e do bem estar e que hoje, com a “roubalheira” que nos fazem, mostra a sua verdadeira face.
Antes do 25 de Abril apoiavam a ala liberal (eleita na Assembleia Nacional pelo partido único) do regime fascista onde pontificava Sá Carneiro que, apesar de alguns pontos de interrogação e dúvidas, também era conivente com as prisões, a tortura pidesca, a miséria das populações e a guerra colonial. Não lhe conheço qualquer posição contra a tortura e as barbaridades cometidas nas prisões da PIDE. Mas tem o que desejava: A maioria na Assembleia da República com a muleta do CDS, um Governo e um Presidente.
Conivente e cooperante, caso contrário não seria eleito pelo partido único fascista para a Assembleia Nacional. Antecipo, desta forma, eventuais argumentos ou dúvidas daqueles que o apoiaram e apoiam no partido dito social democrata em Portugal mas que é todo liberal lá para os lados da família politica europeia. Uma verdadeira mistificação burlesca à portuguesa.
E é esta gente que nos governa.
Esta gente que no governo tem como Deus supremo o dinheiro, as contas, as dívidas, o resgate, os empréstimos e o seu pagamento nem que seja à custa do crescente esmiframento, que não para, e da pauperização de todo um povo.
É justo que quem contrai a dívida deve assumir as suas responsabilidades. É por isso que eu afirmo e grito em qualquer lugar “ que pague a banca que a criou mais os seus agentes e afilhados nos governos do PS/PSD e CDS”.
O povo não criou a dívida. Foram os agiotas nacionais e o capital financeiro internacional com os seus aliados políticos no governo que criaram a “besta” e que agora a querem resolver à custa do povo, retirando-lhe direitos e dinheiro, obrigando-o a pagar mais impostos, mais pelos serviços de água, luz, telefone, gás, saúde e educação, levando a riqueza criada, em juros, para o grande capital financeiro.
O povo empobrece, a economia definha, os trabalhadores perdem direitos, o desemprego aumenta, os idosos e os jovens cada vez mais abandonados, porém, os multimilionários crescem.
Contradições da sociedade? Sim. No quadro da luta de classes, os trabalhadores (os que trabalham por conta de outrem e as pequenas e médias empresas) continuam a perder. Por isso afirmo que resistir é vencer. Resistir e organizar e reforçar o exército dos explorados e espoliados para vencermos o inimigo de classe, o grande capital e os seus agentes nos governos dos últimos 40 anos, representados pelo PSD, CDS e pelo PS.
A manifestação de 11 de Fevereiro com mais de 300 mil trabalhadores foi a demonstração clara da dimensão da revolta existente na sociedade e no seio da população trabalhadora.
As acções já definidas pela CGTP para os próximos dias e a Greve Geral marcada para dia 22 de Março são momentos de grande oportunidade para cada um e todos aqueles que querem e trabalham para um País melhor, mais justo e solidário, de resistir e criar as condições para mudar o fiel da balança a favor do povo e dos que produzem.
E é perante este quadro que vou lendo na comunicação social regional várias coisas que me entristecem e indignam.
Entristecem quando leio artigos de militantes do PS e do PSD a dar “porrada” uns nos outros. Entenda-se, do PS contra os do PS e do PSD contra os do PSD. Mas, é compreensível. Não entenda o cidadão que existem grandes diferenças entre eles. Não. Estando de acordo quanto às politicas locais, nacionais e internacionais de exploração do povo, só lhes restam as diferenças individuais, de personalidade, de grupo, de antiguidade no “partido”, se são mais “abertos” ou se “mais ditadorzitos”.
Quanto aos problemas das pessoas, dos trabalhadores, dos reformados, das populações nada dizem. Problemas de consciência? Pois, claro, como podem auscultar, ouvir e intervir para melhorar as condições e níveis de vida da população?
Eles são a causa e a essência do problema nacional de pobreza e de depauperização.
Para transformar e mudar a nossa sociedade e as relações sociais não precisamos destes partidos do passado que, tal como qualquer camaleão, se foram adaptando aos tempos, que souberam criar, obtendo o apoio das populações, enganando-as. Já não falo do CDS/PP que manteve a sua matriz de classe, coerente, com as opções do passado.
Mas indignado, também, quando leio na comunicação social que a Câmara Municipal da Covilhã lançou o projecto do “ O saco colorido” que tem como objectivo angariar material pedagógico e de apoio ao estudo para crianças do primeiro ciclo necessitadas.
Esta ideia, este projecto, é o cúmulo da hipocrisia e mais uma demonstração da insensibilidade pelos problemas das famílias e das crianças carenciadas do nosso concelho, do incumprimento de obrigações legais e institucionais e de ausência de escrúpulos sociais, quando se tenta passar para a solidariedade humana o que deveria ser o normal funcionamento da acção social escolar da Câmara Municipal para o 1º Ciclo do Ensino Básico.
Enquanto membro da Assembleia Municipal da Covilhã já tive a oportunidade de intervir, em duas ou três sessões, para a necessidade da Câmara Municipal cumprir com as suas obrigações legais em relação aos apoios às crianças do 1º Ciclo no âmbito da Acção Social Escolar, pois que, nos últimos anos (já lá vão mais de cerca de oito anos), a edilidade não tem cumprido com as suas obrigações no que toca ao apoio em livros, em material escolar e actividades de complemento curricular.
O senhor Presidente da Câmara Municipal responde com generalidades e declarações evasivas tendentes a desresponsabilizar-se.
A mesma questão foi colocada, pelo representante do Agrupamento de Escolas com 1º Ciclo, do qual eu sou director, nas reuniões mensais dos Agrupamentos com o Vereador da Educação da Câmara Municipal da Covilhã.
Esta situação é um escândalo nacional de incumprimento (todos os municípios nossos vizinhos, melhor ou pior cumprem e existem municípios, a nível nacional, com regulamentos - basta consultar a internet - com acções e projectos inovadores e criativos), de incumprimento, dizia, que a minha consciência individual não pode calar e que as minhas responsabilidades enquanto eleito e profissional da educação obrigam a denunciar publicamente, na comunicação social, após ter, no lugar próprio, na Assembleia Municipal e via escola, durante alguns anos, exigido a prestação do apoio às crianças e famílias carenciadas do 1º Ciclo.
O despacho nº 18987/2009, de 17 de Agosto com as alterações introduzidas por vários diplomas define no despacho nº 12284/2011, de 19 de Setembro de 2011, nomeadamente na declaração de rectificação nº 1639/2011, de 2 Novembro de 2011, define que para as crianças do 1º Ciclo do ensino básico se aplica a seguinte tabela da responsabilidade da Câmara Municipal
ANEXO III
Auxílios económicos (a que se referem os n.os 2 do artigo 8.º e 1 do artigo 9.º)
1.º ciclo do ensino básico
Escalão Capitação Comparticipação mínima
Alimentação Livros Material escolar Actividades complemento curricular(2)
1.º e 2.º anos 3.º e 4.º anos
A Escalão 1 do abono de família 100 % € 26,60 € 32,80 €13 Até 100 %
B Escalão 2 do abono de família 50 % €13,30 € 16,40 € 6,50 Até 50 %
Esta tabela indica-nos o que a Câmara Municipal deveria pagar no ano lectivo de 2011-2012 às famílias e alunos com os escalões da segurança social 1 e 2.
A tabela indica a comparticipação mínima. Nada impede que a Câmara aprove uma outra comparticipação superior à mínima.
Apelar à solidariedade quando não cumpre o mínimo ?
A Câmara Municipal da Covilhã deveria ter entregue, por lei, a uma família/criança carenciada com frequência do 1º Ciclo nos últimos quatro anos cerca de 200 €.
É este o tamanho do roubo. São mais de 200 € por criança/família/4 anos de 1º Ciclo.
Tenho absoluta consciência que a minha indignação se justifica e que o leitor deste artigo me acompanha.
A Câmara Municipal da Covilhã e o Sr Carlos Pinto não têm qualquer autoridade e legitimidade moral para apelar à solidariedade da população quando não cumpre com o que legalmente é a sua atribuição.
Com chás e bolos dançantes, viagens turísticas e fins de semana no hotel se engana a população.
O que agrava o orçamento familiar são os impostos municipais (IMI), as tarifas na factura da água, o aumento dos resíduos sólidos, o dos furos de água, a factura do gás com a tarifa variável e outros que aqui já não cabem e a fuga vergonhosa ao cumprimento das obrigações sociais, nomeadamente com as crianças.
Assim se faz de conta que existe uma política e um esforço financeiro para o social.
E a população continua a acreditar?
Aqui fica a minha indignação. Também tenho o direito e, como eleito do PCP, o dever.
Vitor Manuel Reis Silva, membro do PCP, eleito na Assembleia Municipal da Covilhã.
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
A Fatura da Água na Covilhã - Fev de 2012
Intervenção e proposta de recomendação apresentada na Assembleia Municipal da Covilhã, no dia 17 de Fevereiro de 2012.
O PSD votou contra...é normal... suporta a maioria/carlos pinto
Mas... a maioria dos Presidentes de Junta de Freguesia do Concelho votou contra a recomendação.. o que não me parece normal, deveríam defender as suas populações, porque mais próximos das pessoas. Houve três que se abstiveram.
Exmo Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Municipal
Exmos Senhores Deputados Municipais
Exmos Senhor Presidente e senhores vereadores da Câmara Municipal
Após os brutais aumentos verificados em 2010 e 2011, a maioria PSD aprovou mais um pesado aumento dos preços da água, saneamento e resíduos sólidos, penalizando de forma significativa as já duras condições de vida dos Covilhanenses.
Quer a factura de 5m3, quer a de 10m3, onde se situam a esmagadora maioria dos consumidores, registam aumentos acima de 5%, ou seja, bem acima da inflação prevista, para 2012.
Por sua vez a tarifa fixa dos resíduos regista um brutal aumento de 22,5% e no caso da captação própria, as subidas nas tarifas fixas são de 44%, passando de 26,00€ em 2011, para 34,00€ em 2012, a que pode ainda acrescer o consumo da água da rede.
Estes aumentos são especialmente injustos num quadro em que a generalidade da população está a ser violentamente expropriada dos seus rendimentos por via dos cortes de salários, do desemprego, do brutal aumentos dos bens essenciais e dos impostos, sendo cada vez mais os que no fim do mês não têm dinheiro para pagar a conta da água, da luz, dos alimentos ou dos medicamentos, ou seja, pagar despesas essenciais.
Estes aumentos acentuam o empobrecimento da população e são uma vez mais, resultado evidente da negociata da privatização, como se percebe pela sua imposição em todos os preços e componentes fixas dos serviços prestados.
Estes aumentos são bem a expressão da lógica da maximização do lucro, responsável pelo encarecimento dos serviços prestados, pelo encerramento de fontanários e a sua degradação a que se junta a perseguição a todas as formas de auto-abastecimento visando forçar a sua inclusão no monopólio da empresa e do negócio.
De facto, a penalização da captação própria nada tem que ver com preocupações de segurança ou ambientais mas sim com o aumento do lucro e não é aceitável que pessoas que por sua conta instalaram e pagaram sistemas de abastecimento sejam brutalmente penalizadas na tarifa fixa da água, relativamente aos consumidores sem captação própria.
O PCP condena de forma inequívoca estes aumentos.
Face à situação existente de crescente dificuldade da população para pagamento da factura de água propõe-se à Assembleia Municipal a aprovação da seguinte recomendação:
Proposta de
Recomendação
A Assembleia Municipal da Covilhã reunida em 17 de Fevereiro de 2002, em sessão ordinária, tendo consciência das dificuldades existentes no seio da população do Concelho resultantes da situação económica e financeira do País:
- Com falências de empresas e o consequente aumento do desemprego;
- Com as medidas restritivas do Governo com cortes de salários, aumento dos impostos de bens essenciais e de taxas em serviços fundamentais, como a saúde;
Recomenda à Câmara Municipal da Covilhã que enquanto durar o período de crise e não se verificar um aumento do rendimento dos trabalhadores e do agregado familiar tome as seguintes medidas:
- Uma revisão dos escalões de consumo de água, nomeadamente dos 0-3 e dos 3-8, reduzindo-os em 29%, aplicando o valor cobrado em 2009;
- A aplicação da redução dos 29% às famílias numerosas, com mais de um descendente, considerando que a média de descentes por casal se situa em 1,5;
- Reduzir a tarifa de disponibilidade de saneamento e da tarifa variável de saneamento em 20%;
- Anular o aumento de 22,5% na tarifa fixa e variável dos resíduos sólidos situando-a nos valores cobrados em 2010
- Anular o aumento de 44% das tarifas aplicadas aos consumidores com captação de água própria.
Os proponentes
Os eleitos do PCP
Vitor Reis Silva -
Marco Gabriel -
Mónica Ramôa -
O Presidente da Junta de Freguesia da Boidobra
José Joaquim Félix Pinto -
O PSD votou contra...é normal... suporta a maioria/carlos pinto
Mas... a maioria dos Presidentes de Junta de Freguesia do Concelho votou contra a recomendação.. o que não me parece normal, deveríam defender as suas populações, porque mais próximos das pessoas. Houve três que se abstiveram.
Exmo Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Municipal
Exmos Senhores Deputados Municipais
Exmos Senhor Presidente e senhores vereadores da Câmara Municipal
Após os brutais aumentos verificados em 2010 e 2011, a maioria PSD aprovou mais um pesado aumento dos preços da água, saneamento e resíduos sólidos, penalizando de forma significativa as já duras condições de vida dos Covilhanenses.
Quer a factura de 5m3, quer a de 10m3, onde se situam a esmagadora maioria dos consumidores, registam aumentos acima de 5%, ou seja, bem acima da inflação prevista, para 2012.
Por sua vez a tarifa fixa dos resíduos regista um brutal aumento de 22,5% e no caso da captação própria, as subidas nas tarifas fixas são de 44%, passando de 26,00€ em 2011, para 34,00€ em 2012, a que pode ainda acrescer o consumo da água da rede.
Estes aumentos são especialmente injustos num quadro em que a generalidade da população está a ser violentamente expropriada dos seus rendimentos por via dos cortes de salários, do desemprego, do brutal aumentos dos bens essenciais e dos impostos, sendo cada vez mais os que no fim do mês não têm dinheiro para pagar a conta da água, da luz, dos alimentos ou dos medicamentos, ou seja, pagar despesas essenciais.
Estes aumentos acentuam o empobrecimento da população e são uma vez mais, resultado evidente da negociata da privatização, como se percebe pela sua imposição em todos os preços e componentes fixas dos serviços prestados.
Estes aumentos são bem a expressão da lógica da maximização do lucro, responsável pelo encarecimento dos serviços prestados, pelo encerramento de fontanários e a sua degradação a que se junta a perseguição a todas as formas de auto-abastecimento visando forçar a sua inclusão no monopólio da empresa e do negócio.
De facto, a penalização da captação própria nada tem que ver com preocupações de segurança ou ambientais mas sim com o aumento do lucro e não é aceitável que pessoas que por sua conta instalaram e pagaram sistemas de abastecimento sejam brutalmente penalizadas na tarifa fixa da água, relativamente aos consumidores sem captação própria.
O PCP condena de forma inequívoca estes aumentos.
Face à situação existente de crescente dificuldade da população para pagamento da factura de água propõe-se à Assembleia Municipal a aprovação da seguinte recomendação:
Proposta de
Recomendação
A Assembleia Municipal da Covilhã reunida em 17 de Fevereiro de 2002, em sessão ordinária, tendo consciência das dificuldades existentes no seio da população do Concelho resultantes da situação económica e financeira do País:
- Com falências de empresas e o consequente aumento do desemprego;
- Com as medidas restritivas do Governo com cortes de salários, aumento dos impostos de bens essenciais e de taxas em serviços fundamentais, como a saúde;
Recomenda à Câmara Municipal da Covilhã que enquanto durar o período de crise e não se verificar um aumento do rendimento dos trabalhadores e do agregado familiar tome as seguintes medidas:
- Uma revisão dos escalões de consumo de água, nomeadamente dos 0-3 e dos 3-8, reduzindo-os em 29%, aplicando o valor cobrado em 2009;
- A aplicação da redução dos 29% às famílias numerosas, com mais de um descendente, considerando que a média de descentes por casal se situa em 1,5;
- Reduzir a tarifa de disponibilidade de saneamento e da tarifa variável de saneamento em 20%;
- Anular o aumento de 22,5% na tarifa fixa e variável dos resíduos sólidos situando-a nos valores cobrados em 2010
- Anular o aumento de 44% das tarifas aplicadas aos consumidores com captação de água própria.
Os proponentes
Os eleitos do PCP
Vitor Reis Silva -
Marco Gabriel -
Mónica Ramôa -
O Presidente da Junta de Freguesia da Boidobra
José Joaquim Félix Pinto -
domingo, janeiro 29, 2012
quinta-feira, dezembro 01, 2011
terça-feira, novembro 22, 2011
segunda-feira, novembro 07, 2011
segunda-feira, outubro 17, 2011
MOÇÃO CONTRA O ENCERRAMENTO DAS ESTAÇÕES POSTAIS DOSCTTS
Moção
Considerando que as Estações Postais prestam um serviço público relevante às populações do Concelho;
Considerando que os CTTs, enquanto empresa pública colocada ao serviço das populações, oferece um conjunto de serviços de proximidade fundamentais para o bem estar das pessoas e tem contribuído com milhões de Euros para o erário público;
Considerando que a extinção de Estações Postais e a sua privatização é um retrocesso no acesso a serviços e um sinal de abandono das populações do Concelho por parte das administrações dos CTTs;
Considerando que o encerramento de Estações Postais significa a perda de qualidade e quantidade do serviço prestado, nomeadamente ao nível:
- Da subscrição de certificados de Aforro;
- Da reexpedição de correspondência quando mudamos de residência;
- De encomendas que só podem ser entregues nas Estações
- Da entrega de cartas de condução
- Do pagamento limitado de vales de correio das reformas ;
Considerando que o encerramento de Estações em freguesias do nosso Concelho e em outras regiões do país traduziu-se pelo desaparecimento de postos de trabalho, pela redução do serviço postal e pela distribuição não diária do correio a todos os domicílios;
Considerando que a acção da administração dos CTTs perante os eleitos autárquicos, nomeadamente Juntas de Freguesia, é de uma inadmissível chantagem porque os confronta com o encerramento e a entrega a privados se não assumirem o funcionamento agenciado dos correios com custos acrescidos para a autarquia;
Considerando que os CTTs se preparam para encerrar no nosso concelho as Estações Postais do Tortosendo, do Teixoso e de S. Lázaro, na cidade da Covilhã;
A Assembleia Municipal da Covilhã reunida em sessão ordinária em 14 de Outubro de 2011
Delibera manifestar a sua solidariedade com as populações e Juntas de Freguesia que não aceitam o encerramento das Estações Postais;
Delibera, ainda, em defesa do interesse público e da população que representa, recomendar à Administração dos CTTs a manutenção das Estações Postais existentes no Concelho, nomeadamente a do Teixoso, Tortosendo e S. Lázaro porque se situam em áreas urbanas com crescimento populacional e porque já hoje se constituem como o serviço de correios mais próximo para muitas populações rurais.
A presente moção deverá ser enviada aos CTTs - Covilhã e para a administração dos CTTs com sede em Lisboa.
Os proponentes
Considerando que as Estações Postais prestam um serviço público relevante às populações do Concelho;
Considerando que os CTTs, enquanto empresa pública colocada ao serviço das populações, oferece um conjunto de serviços de proximidade fundamentais para o bem estar das pessoas e tem contribuído com milhões de Euros para o erário público;
Considerando que a extinção de Estações Postais e a sua privatização é um retrocesso no acesso a serviços e um sinal de abandono das populações do Concelho por parte das administrações dos CTTs;
Considerando que o encerramento de Estações Postais significa a perda de qualidade e quantidade do serviço prestado, nomeadamente ao nível:
- Da subscrição de certificados de Aforro;
- Da reexpedição de correspondência quando mudamos de residência;
- De encomendas que só podem ser entregues nas Estações
- Da entrega de cartas de condução
- Do pagamento limitado de vales de correio das reformas ;
Considerando que o encerramento de Estações em freguesias do nosso Concelho e em outras regiões do país traduziu-se pelo desaparecimento de postos de trabalho, pela redução do serviço postal e pela distribuição não diária do correio a todos os domicílios;
Considerando que a acção da administração dos CTTs perante os eleitos autárquicos, nomeadamente Juntas de Freguesia, é de uma inadmissível chantagem porque os confronta com o encerramento e a entrega a privados se não assumirem o funcionamento agenciado dos correios com custos acrescidos para a autarquia;
Considerando que os CTTs se preparam para encerrar no nosso concelho as Estações Postais do Tortosendo, do Teixoso e de S. Lázaro, na cidade da Covilhã;
A Assembleia Municipal da Covilhã reunida em sessão ordinária em 14 de Outubro de 2011
Delibera manifestar a sua solidariedade com as populações e Juntas de Freguesia que não aceitam o encerramento das Estações Postais;
Delibera, ainda, em defesa do interesse público e da população que representa, recomendar à Administração dos CTTs a manutenção das Estações Postais existentes no Concelho, nomeadamente a do Teixoso, Tortosendo e S. Lázaro porque se situam em áreas urbanas com crescimento populacional e porque já hoje se constituem como o serviço de correios mais próximo para muitas populações rurais.
A presente moção deverá ser enviada aos CTTs - Covilhã e para a administração dos CTTs com sede em Lisboa.
Os proponentes
quinta-feira, outubro 13, 2011
sábado, outubro 08, 2011
terça-feira, agosto 16, 2011
sexta-feira, agosto 05, 2011
segunda-feira, junho 06, 2011
quinta-feira, maio 26, 2011
segunda-feira, maio 09, 2011
Intervenção no dia 8 de Maio de 2011 no GER de Santo António
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA
ALMOÇO - DIA 8 DE MAIO de 2011
COVILHÃ - GER DE SANTO ANTÓNIO
Camaradas e amigos
É a confiança na nossa razão e a motivação e a pré disposição para a mudança que nos trás aqui hoje.
Agora… CDU…é tempo de dizer basta…é tempo de outras escolhas… é tempo de outro rumo.
Conhecemos as potencialidades do nosso distrito e sabemos o que queremos e para onde vamos.
Em todo o distrito se produzia.
Nos campos, o milho, os cereais, o feijão, a batata, a vinha, os pomares de frutas e a hortaliça alimentavam as populações, os mercados da região e do País.
Nas serras e nas planícies palmilhavam rebanhos de ovelhas e de cabras que alimentavam a industria têxtil e produziam o queijo da serra.
Mais a sul do distrito famílias inteiras viviam da floresta, da resina. As serrações transformavam o pinho e o carvalho em caibros e tábuas que sustentavam os pisos e cobertura das habitações da região e do país.
Em todo o distrito encontrávamos fábricas que transformavam a lã em tecido, que cobria o corpo dos homens e mulheres deste país.
É certo, camaradas, em condições muito difíceis e a par de muita fome da maioria da população que trabalhava de sol a sol e os seis dias da semana.
É verdade camaradas que os salários eram baixos.
É também verdade que já os trabalhadores alentejanos tinham a jornada das 8 horas e ainda os trabalhadores rurais da beira faziam a jornada de sol a sol.
Aqueles, os trabalhadores rurais alentejanos foram mais madrugadores na luta mas os trabalhadores rurais da campina de Idanha e do Campo Albicastrense seguiram, também eles, o seu exemplo.
Mas, na indústria têxtil foram muitas e variadas as lutas por melhores salários e melhores condições de trabalho.
Muitos de vós estiveram nelas participando de forma activa, desenvolvendo solidariedades, alimentando a esperança de uma vida melhor.
Da Covilhã a Cebolais passando pelo Tortosendo encontramos muitos dos heróis da luta operária, da transformação do sonho em realidade.
A emigração foi a fuga aos baixos salários, à miséria que se vivia nos campos e à exploração nas fábricas.
Quantos não viveram estes tempos?
Quantos não recordam a exploração e a opressão dos senhores detentores da terra e da indústria protegidos pelas forças repressivas do regime?
Quantos não se lembram da aventura da ida a salto para França?
Quantos não se lembram dos jovens e famílias em lágrimas na sua mobilização para a guerra colonial?
Depois, como resultado da luta do povo, o 25 de Abril!
A esperança que renasceu no povo num 1º de Maio grandioso celebrado nas cidades do Distrito.
Foi o tempo da alegria e da confiança.
Foi tempo de construção e da conquista de direitos.
Sim, foi possível uma vida melhor, nos campos, nas fábricas e na cidade.
Sim, foi possível que todo e qualquer jovem tivesse acesso ao ensino e à sua formação concretizando sonhos antigos.
Sim, foi possível o acesso à saúde.
Sim, foi possível ter salários dignos.
Sim, foi possível ter electricidade em casa e na rua, ter água canalizada e rede de esgotos, arruamentos pavimentados.
Sim, foi possível uma velhice mais protegida.
Tudo isto foi possível porque houve um maior equilíbrio na distribuição da riqueza entre o capital e o trabalho e entre o litoral e o interior.
Porém, o inimigo do bem estar das populações (os grupos económicos e fiananceiros) foi conspirando e mentindo, ganhou novamente o poder económico e este dominou o poder político e meteu os seus assalariados e serventuários no governo.
A entrada na Comunidade Económica Europeia e no Euro, opção política para amarrar o nosso país ao processo capitalista, conduziu, por opção e submissão daqueles partidos aos interesses dos mandantes da União Europeia, ao abandono da agricultura, da produção de caprinos e ovinos, da industria têxtil e da floresta.
Abandonam a nossa agricultura, as pescas e a indústria porque nos querem transformar em meros consumidores dos produtos e bens produzidos nas grandes potências.
Para aumentar os seus lucros cortam nas prestações sociais, na saúde, na educação, nos salários, na segurança social, nas pensões e reformas.
Põem o Estado a pagar a dívida dos bancos.
Algum de vós, camaradas e amigos, contribuiu para a situação financeira do BPN e do BPP ?
Algum de vós recebeu mais valias daqueles bancos ?
Porque razão temos que fazer sacrifícios para cobrir a dívida criada por outros, sabendo nós que eles continuam a viver luxuosamente com os rendimentos obtidos?
Transformam as dívidas privadas em dívidas públicas e põem o Estado a pagar juros e amortizações a especuladores financeiros nacionais e internacionais que, desta forma, nos roubam a riqueza produzida.
Os grandes construtores querem obra e criam o sistema das parcerias público privadas nas quais nunca têm prejuízos porque o Estado garante o lucro, as mais-valias. E, para isso, impõem o pagamento de portagens.
E assim, o utente paga duas e três vezes pela utilização da mesma infra-estrutura.
É isto que acontece com as portagens na A23, A24 e A25.
Somos penalizados pelo que pagamos do orçamento de estado às empresas concessionárias das SCUTs, somos penalizados porque pagamos na taxa em cada litro de combustível e ainda querem penalizar mais as populações do nosso Distrito pagando portagens superiores às que são praticadas na A1 e mais grave, contribuindo para mais encerramentos e mais desemprego.
Camaradas e amigos
Como todos, temos acompanhado com preocupação o abandono do Distrito, sofrendo, bem fundo, as politicas conduzidas pela troika nacional constituída pelo PS, PSD e CDS, durante os últimos 35 anos.
Na minha intervenção de apresentação dos candidatos da CDU, no dia 16 de Abril, apresentei alguns indicadores sobre o estado do nosso distrito. Nunca é demais recordá-los para termos consciência do estado em que estamos, após 35 anos de governação do PS, PSD e CDS:
- Temos um distrito a envelhecer e a perder população - entre 2004 e 2009 perdemos 4% da população (cerca de 8 mil habitantes) e os dados dos censos que estão a vir a público apontam para um agravamento da situação.
- O índice de envelhecimento é quase o dobro da média nacional - temos 218 idosos por cada 100 jovens em 2009. No país é de 117 por cada 100 jovens.
- O Produto Interno Bruto por habitante é inferior à média nacional, não chegando aos 90% do país.
- Assistimos ao encerramento e destruição de empresas que levaram à perda de 7,7% dos postos de trabalho da indústria.~
- Os salários praticados no distrito são baixos, correspondem a 78% da média do continente. A remuneração base média mensal é de 681 euros, mas uma parte enorme de trabalhadores apenas ganham o SMN. Só a Guarda e Bragança estão abaixo de nós.
- A precariedade é muito elevada no distrito (26% em 2008) e atinge principalmente os jovens com menos de 35 anos (38,8%), que são mais de metade do total dos trabalhadores precários.
- O número de contratos a prazo aumentou 26% relativamente a 2004.
- O desemprego é crescente e não pára de aumentar, já são cerca de 11 mil os desempregados inscritos nos centros de emprego.
- Mas, muito preocupante é o facto de as mulheres serem as mais fortemente atingidas pelo desemprego (são 55% dos desempregados do distrito), tal com o são as menos escolarizadas (70% dos desempregados do distrito têm no máximo o 9º Ano de escolaridade).
- Preocupante é ainda o facto de 2/3 dos desempregados terem idades compreendidas entre 25 e 54 anos, ou seja, os trabalhadores potencialmente mais activos.
- O número de desempregados de longa duração registados nos ficheiros do IEFP no distrito aumentou 22% no último ano, e representam já 41% no total do desemprego do distrito.
Mas, mais grave, em Dezembro de 2010 apenas 48% dos desempregados do distrito de Castelo Branco tinha acesso a uma prestação de desemprego, mais de 5000 não recebe já qualquer subsídio.
Ao nível dos apoios comunitários verifica-se que estão a ser usados pelas regiões que menos deles necessitam. Os distritos do interior têm percentagens muito baixas de projectos aprovados e de utilização de fundos.
Camaradas e amigos
O que têm feito os diversos governos e os deputados eleitos pelo distrito para contrariar esta realidade?
Porque razão não aprovaram o Plano de Emergência proposto pela União de Sindicatos e apresentado pelos deputados do PCP na Assembleia da República?
Porque razão é que votaram contra as propostas dos deputados do PCP, em sede de Piddac, para o nosso distrito ?
Porque razão votam a favor das Portagens na A23,A24 e A25, quando já pagamos mais de 3 Cêntimos em cada litro de combustível para as SCUTS?
Porque razão se submetem às ordens e orientações da Alemanha e dos grupos económicos e financeiros do país para aprofundar a pobreza, a precariedade, os sacrifícios, penalizar e roubar o povo português?
Só existe uma resposta.
Eles não trabalham para o nosso Distrito e para o País.
Não camaradas e amigos
Eles trabalham para os seus patrões, para os grandes grupos económicos, que os empregam quando deixam a actividade política.
Perante este estado de coisas, que fazer?
Que mensagem levamos aos nossos amigos?
Pois, camaradas e amigos, é preciso conversar com os amigos, os vizinhos, os companheiros de trabalho.
Saber ouvir …..questionando-os quando ao estado do Distrito, quanto aos indicadores que atrás referi.
E apelar à inteligência e ao sentido crítico de cada um
É necessário, camaradas, questionar e confrontar as pessoas se estão dispostas a pagar as dívidas dos bancos.
É necessário questionar as pessoas se estão dispostas a ter pensões mais baixas, salários reduzidos, pagar os serviços de saúde e de educação.
É necessário questionar os desempregados se estão dispostos a ser vítimas de destruição das empresas e a seguir serem castigados com mais cortes na sua protecção social.
É necessário questionar os jovens se querem ter um governo que não os apoia na sua formação, que lhes reduz a acção social escolar e que os obriga a abandonar a universidade.
É necessário camaradas questionar os jovens se querem continuar com trabalho precário.
É necessário questionar a população se deseja pagar as portagens e combustíveis mais caros.
É necessário informar as pessoas que existem outros caminhos, outras soluções para o futuro da região e do país, é necessário reafirmar que não estamos condenados a este declínio económico e social.
Esta situação, pelo contrário, justifica a luta pela defesa e dinamização do aparelho produtivo como uma questão central da acção política de todos os dias.
O Plano de Emergência apresentado pelos nossos deputados na Assembleia da República em Maio de 2009 como projecto de resolução continha as razões da sua necessidade, os objectivos e propunha medidas, nomeadamente:
- A promoção de um programa de revitalização do aparelho produtivo
- A implementação de um programa de investimento público
- A implementação de um amplo programa de formação e qualificação profissional
- A implementação de um programa social
Este Plano teve e tem por base o nosso compromisso eleitoral e é necessária a sua implementação.
A situação sócio - económica do Distrito agravou-se nos últimos anos justificando a urgência da concretização daquele plano que visa a definição de uma política integrada de desenvolvimento com a participação do poder local, dos agentes económicos e sociais e que assenta no aproveitamento dos recursos endógenos e numa prática de solidariedade nacional para com o distrito, visando a correcção e superação das actuais assimetrias regionais e inter - concelhias e das desigualdades sociais.
Fazendo parte do nosso compromisso e apesar de não termos eleito qualquer deputado pelo distrito o plano de emergência foi apresentado na Assembleia da República.
A CDU, através dos deputados do PCP, honrou o seu compromisso eleitoral.
Camaradas e amigos
É necessário apelar para a utilização útil e consciente do voto.
Vamos camaradas e amigos para uma campanha que contribua para a constituição de um governo patriótico e de esquerda.
Vamos camaradas fazer um grande combate para que a voz do Distrito seja ouvida na Assembleia da República.
Mas, até lá, contem com o nosso apoio, a solidariedade e o constante apelo à luta dos trabalhadores, dos jovens, das mulheres, dos reformados e das populações.
Os trabalhadores e as populações podem contar connosco para apoiar a luta pelo desenvolvimento das suas terras, pelo direito ao emprego e contra o desemprego, pelo direito à saúde, à educação, ao ensino e à justiça.
Os jovens podem contar com o nosso apoio na sua luta contra a precariedade e pelo trabalho com direitos.
Os reformados podem estar certos de que estaremos ao seu lado contra o congelamento das pensões e pela sua dignificação.
As mulheres sabem que, como sempre, estaremos na primeira linha no apoio à luta pela igualdade e contra as discriminações.
O povo do distrito pode estar certo que, onde as injustiças imperam e o abandono se transforma em solidão, os homens e as mulheres da CDU lá estarão a apoiar, a mobilizar e a apresentar propostas e soluções.
Por fim, um último apelo
Até dia 5 de Junho vamos, diariamente, mobilizar mais camaradas e amigos para a intervenção e esclarecimento das populações.
É necessário o maior envolvimento e participação nas acções de campanha que estão previstas.
Viva a Coligação Democrática Unitária
ALMOÇO - DIA 8 DE MAIO de 2011
COVILHÃ - GER DE SANTO ANTÓNIO
Camaradas e amigos
É a confiança na nossa razão e a motivação e a pré disposição para a mudança que nos trás aqui hoje.
Agora… CDU…é tempo de dizer basta…é tempo de outras escolhas… é tempo de outro rumo.
Conhecemos as potencialidades do nosso distrito e sabemos o que queremos e para onde vamos.
Em todo o distrito se produzia.
Nos campos, o milho, os cereais, o feijão, a batata, a vinha, os pomares de frutas e a hortaliça alimentavam as populações, os mercados da região e do País.
Nas serras e nas planícies palmilhavam rebanhos de ovelhas e de cabras que alimentavam a industria têxtil e produziam o queijo da serra.
Mais a sul do distrito famílias inteiras viviam da floresta, da resina. As serrações transformavam o pinho e o carvalho em caibros e tábuas que sustentavam os pisos e cobertura das habitações da região e do país.
Em todo o distrito encontrávamos fábricas que transformavam a lã em tecido, que cobria o corpo dos homens e mulheres deste país.
É certo, camaradas, em condições muito difíceis e a par de muita fome da maioria da população que trabalhava de sol a sol e os seis dias da semana.
É verdade camaradas que os salários eram baixos.
É também verdade que já os trabalhadores alentejanos tinham a jornada das 8 horas e ainda os trabalhadores rurais da beira faziam a jornada de sol a sol.
Aqueles, os trabalhadores rurais alentejanos foram mais madrugadores na luta mas os trabalhadores rurais da campina de Idanha e do Campo Albicastrense seguiram, também eles, o seu exemplo.
Mas, na indústria têxtil foram muitas e variadas as lutas por melhores salários e melhores condições de trabalho.
Muitos de vós estiveram nelas participando de forma activa, desenvolvendo solidariedades, alimentando a esperança de uma vida melhor.
Da Covilhã a Cebolais passando pelo Tortosendo encontramos muitos dos heróis da luta operária, da transformação do sonho em realidade.
A emigração foi a fuga aos baixos salários, à miséria que se vivia nos campos e à exploração nas fábricas.
Quantos não viveram estes tempos?
Quantos não recordam a exploração e a opressão dos senhores detentores da terra e da indústria protegidos pelas forças repressivas do regime?
Quantos não se lembram da aventura da ida a salto para França?
Quantos não se lembram dos jovens e famílias em lágrimas na sua mobilização para a guerra colonial?
Depois, como resultado da luta do povo, o 25 de Abril!
A esperança que renasceu no povo num 1º de Maio grandioso celebrado nas cidades do Distrito.
Foi o tempo da alegria e da confiança.
Foi tempo de construção e da conquista de direitos.
Sim, foi possível uma vida melhor, nos campos, nas fábricas e na cidade.
Sim, foi possível que todo e qualquer jovem tivesse acesso ao ensino e à sua formação concretizando sonhos antigos.
Sim, foi possível o acesso à saúde.
Sim, foi possível ter salários dignos.
Sim, foi possível ter electricidade em casa e na rua, ter água canalizada e rede de esgotos, arruamentos pavimentados.
Sim, foi possível uma velhice mais protegida.
Tudo isto foi possível porque houve um maior equilíbrio na distribuição da riqueza entre o capital e o trabalho e entre o litoral e o interior.
Porém, o inimigo do bem estar das populações (os grupos económicos e fiananceiros) foi conspirando e mentindo, ganhou novamente o poder económico e este dominou o poder político e meteu os seus assalariados e serventuários no governo.
A entrada na Comunidade Económica Europeia e no Euro, opção política para amarrar o nosso país ao processo capitalista, conduziu, por opção e submissão daqueles partidos aos interesses dos mandantes da União Europeia, ao abandono da agricultura, da produção de caprinos e ovinos, da industria têxtil e da floresta.
Abandonam a nossa agricultura, as pescas e a indústria porque nos querem transformar em meros consumidores dos produtos e bens produzidos nas grandes potências.
Para aumentar os seus lucros cortam nas prestações sociais, na saúde, na educação, nos salários, na segurança social, nas pensões e reformas.
Põem o Estado a pagar a dívida dos bancos.
Algum de vós, camaradas e amigos, contribuiu para a situação financeira do BPN e do BPP ?
Algum de vós recebeu mais valias daqueles bancos ?
Porque razão temos que fazer sacrifícios para cobrir a dívida criada por outros, sabendo nós que eles continuam a viver luxuosamente com os rendimentos obtidos?
Transformam as dívidas privadas em dívidas públicas e põem o Estado a pagar juros e amortizações a especuladores financeiros nacionais e internacionais que, desta forma, nos roubam a riqueza produzida.
Os grandes construtores querem obra e criam o sistema das parcerias público privadas nas quais nunca têm prejuízos porque o Estado garante o lucro, as mais-valias. E, para isso, impõem o pagamento de portagens.
E assim, o utente paga duas e três vezes pela utilização da mesma infra-estrutura.
É isto que acontece com as portagens na A23, A24 e A25.
Somos penalizados pelo que pagamos do orçamento de estado às empresas concessionárias das SCUTs, somos penalizados porque pagamos na taxa em cada litro de combustível e ainda querem penalizar mais as populações do nosso Distrito pagando portagens superiores às que são praticadas na A1 e mais grave, contribuindo para mais encerramentos e mais desemprego.
Camaradas e amigos
Como todos, temos acompanhado com preocupação o abandono do Distrito, sofrendo, bem fundo, as politicas conduzidas pela troika nacional constituída pelo PS, PSD e CDS, durante os últimos 35 anos.
Na minha intervenção de apresentação dos candidatos da CDU, no dia 16 de Abril, apresentei alguns indicadores sobre o estado do nosso distrito. Nunca é demais recordá-los para termos consciência do estado em que estamos, após 35 anos de governação do PS, PSD e CDS:
- Temos um distrito a envelhecer e a perder população - entre 2004 e 2009 perdemos 4% da população (cerca de 8 mil habitantes) e os dados dos censos que estão a vir a público apontam para um agravamento da situação.
- O índice de envelhecimento é quase o dobro da média nacional - temos 218 idosos por cada 100 jovens em 2009. No país é de 117 por cada 100 jovens.
- O Produto Interno Bruto por habitante é inferior à média nacional, não chegando aos 90% do país.
- Assistimos ao encerramento e destruição de empresas que levaram à perda de 7,7% dos postos de trabalho da indústria.~
- Os salários praticados no distrito são baixos, correspondem a 78% da média do continente. A remuneração base média mensal é de 681 euros, mas uma parte enorme de trabalhadores apenas ganham o SMN. Só a Guarda e Bragança estão abaixo de nós.
- A precariedade é muito elevada no distrito (26% em 2008) e atinge principalmente os jovens com menos de 35 anos (38,8%), que são mais de metade do total dos trabalhadores precários.
- O número de contratos a prazo aumentou 26% relativamente a 2004.
- O desemprego é crescente e não pára de aumentar, já são cerca de 11 mil os desempregados inscritos nos centros de emprego.
- Mas, muito preocupante é o facto de as mulheres serem as mais fortemente atingidas pelo desemprego (são 55% dos desempregados do distrito), tal com o são as menos escolarizadas (70% dos desempregados do distrito têm no máximo o 9º Ano de escolaridade).
- Preocupante é ainda o facto de 2/3 dos desempregados terem idades compreendidas entre 25 e 54 anos, ou seja, os trabalhadores potencialmente mais activos.
- O número de desempregados de longa duração registados nos ficheiros do IEFP no distrito aumentou 22% no último ano, e representam já 41% no total do desemprego do distrito.
Mas, mais grave, em Dezembro de 2010 apenas 48% dos desempregados do distrito de Castelo Branco tinha acesso a uma prestação de desemprego, mais de 5000 não recebe já qualquer subsídio.
Ao nível dos apoios comunitários verifica-se que estão a ser usados pelas regiões que menos deles necessitam. Os distritos do interior têm percentagens muito baixas de projectos aprovados e de utilização de fundos.
Camaradas e amigos
O que têm feito os diversos governos e os deputados eleitos pelo distrito para contrariar esta realidade?
Porque razão não aprovaram o Plano de Emergência proposto pela União de Sindicatos e apresentado pelos deputados do PCP na Assembleia da República?
Porque razão é que votaram contra as propostas dos deputados do PCP, em sede de Piddac, para o nosso distrito ?
Porque razão votam a favor das Portagens na A23,A24 e A25, quando já pagamos mais de 3 Cêntimos em cada litro de combustível para as SCUTS?
Porque razão se submetem às ordens e orientações da Alemanha e dos grupos económicos e financeiros do país para aprofundar a pobreza, a precariedade, os sacrifícios, penalizar e roubar o povo português?
Só existe uma resposta.
Eles não trabalham para o nosso Distrito e para o País.
Não camaradas e amigos
Eles trabalham para os seus patrões, para os grandes grupos económicos, que os empregam quando deixam a actividade política.
Perante este estado de coisas, que fazer?
Que mensagem levamos aos nossos amigos?
Pois, camaradas e amigos, é preciso conversar com os amigos, os vizinhos, os companheiros de trabalho.
Saber ouvir …..questionando-os quando ao estado do Distrito, quanto aos indicadores que atrás referi.
E apelar à inteligência e ao sentido crítico de cada um
É necessário, camaradas, questionar e confrontar as pessoas se estão dispostas a pagar as dívidas dos bancos.
É necessário questionar as pessoas se estão dispostas a ter pensões mais baixas, salários reduzidos, pagar os serviços de saúde e de educação.
É necessário questionar os desempregados se estão dispostos a ser vítimas de destruição das empresas e a seguir serem castigados com mais cortes na sua protecção social.
É necessário questionar os jovens se querem ter um governo que não os apoia na sua formação, que lhes reduz a acção social escolar e que os obriga a abandonar a universidade.
É necessário camaradas questionar os jovens se querem continuar com trabalho precário.
É necessário questionar a população se deseja pagar as portagens e combustíveis mais caros.
É necessário informar as pessoas que existem outros caminhos, outras soluções para o futuro da região e do país, é necessário reafirmar que não estamos condenados a este declínio económico e social.
Esta situação, pelo contrário, justifica a luta pela defesa e dinamização do aparelho produtivo como uma questão central da acção política de todos os dias.
O Plano de Emergência apresentado pelos nossos deputados na Assembleia da República em Maio de 2009 como projecto de resolução continha as razões da sua necessidade, os objectivos e propunha medidas, nomeadamente:
- A promoção de um programa de revitalização do aparelho produtivo
- A implementação de um programa de investimento público
- A implementação de um amplo programa de formação e qualificação profissional
- A implementação de um programa social
Este Plano teve e tem por base o nosso compromisso eleitoral e é necessária a sua implementação.
A situação sócio - económica do Distrito agravou-se nos últimos anos justificando a urgência da concretização daquele plano que visa a definição de uma política integrada de desenvolvimento com a participação do poder local, dos agentes económicos e sociais e que assenta no aproveitamento dos recursos endógenos e numa prática de solidariedade nacional para com o distrito, visando a correcção e superação das actuais assimetrias regionais e inter - concelhias e das desigualdades sociais.
Fazendo parte do nosso compromisso e apesar de não termos eleito qualquer deputado pelo distrito o plano de emergência foi apresentado na Assembleia da República.
A CDU, através dos deputados do PCP, honrou o seu compromisso eleitoral.
Camaradas e amigos
É necessário apelar para a utilização útil e consciente do voto.
Vamos camaradas e amigos para uma campanha que contribua para a constituição de um governo patriótico e de esquerda.
Vamos camaradas fazer um grande combate para que a voz do Distrito seja ouvida na Assembleia da República.
Mas, até lá, contem com o nosso apoio, a solidariedade e o constante apelo à luta dos trabalhadores, dos jovens, das mulheres, dos reformados e das populações.
Os trabalhadores e as populações podem contar connosco para apoiar a luta pelo desenvolvimento das suas terras, pelo direito ao emprego e contra o desemprego, pelo direito à saúde, à educação, ao ensino e à justiça.
Os jovens podem contar com o nosso apoio na sua luta contra a precariedade e pelo trabalho com direitos.
Os reformados podem estar certos de que estaremos ao seu lado contra o congelamento das pensões e pela sua dignificação.
As mulheres sabem que, como sempre, estaremos na primeira linha no apoio à luta pela igualdade e contra as discriminações.
O povo do distrito pode estar certo que, onde as injustiças imperam e o abandono se transforma em solidão, os homens e as mulheres da CDU lá estarão a apoiar, a mobilizar e a apresentar propostas e soluções.
Por fim, um último apelo
Até dia 5 de Junho vamos, diariamente, mobilizar mais camaradas e amigos para a intervenção e esclarecimento das populações.
É necessário o maior envolvimento e participação nas acções de campanha que estão previstas.
Viva a Coligação Democrática Unitária
segunda-feira, abril 11, 2011
A CDU vem por este meio dar a conhecer o 1º Candidato da CDU pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, às próximas eleições legislativas de 5 de Junho:
NOTAS BIOGRÁFICAS
Vitor Manuel Reis Silva
53 Anos , Casado
Professor de Educação Física com Diploma de Estudos Superiores Especializados em Administração Escolar
Foi dirigente Distrital do Sindicato de Professores da Região Centro
Foi membro da Assembleia de Freguesia do Paul em dois mandatos
Foi Presidente da Junta de Freguesia do Paul em dois mandatos (1990 a 1997)
Foi Vereador da Câmara Municipal da Covilhã durante um mandato (1998 a 2001)
Sócio de várias colectividades na freguesia do Paul e no concelho da Covilhã
Secretário da Mesa da Assembleia Geral do Lar de S. José (Covilhã)
Presidente do Conselho Executivo e Director do Agrupamento de Escolas de Entre Ribeiras - Paul, Concelho da Covilhã, desde 2002
Eleito na Assembleia Municipal da Covilhã desde 2006
Membro da Comissão Concelhia da Covilhã do PCP
Membro da Direcção da Organização Regional de Castelo Branco do PCP
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